A Esporotricose é uma doença pouco conhecida no Brasil, mas que já fez muitas vítimas no Rio de Janeiro.
Causada por um fungo que vive naturalmente no solo, a doença se trata de uma micose que causa lesões sérias na pele e podem achegar aos vasos linfáticos, pulmões, ossos, cérebro ou articulações e até ser fatais quando não tratadas rapidamente.
As maiores vítimas dessa doença são os gatos, porém os felinos infectados podem vir a transmitir o fungo para cães e também humanos. Essa transmissão é feita por meio de arranhões dos gatos.
A micose atinge os gatos de forma bem mais grave, já em humanos e cães são mais leves e raramente chegam a causar risco à vida. Inclusive, quando detectado a tempo, a doença também tem cura nos felinos, porém o tratamento é considerado demorado, até seis meses ou mais, e tem custo bastante elevado.
Por ter um tratamento caro, a doença se alastra mais em animais que vivem em locais de baixa renda, comunidades carentes e periferias.
Apesar de pouco conhecida no restante do país, no Rio de Janeiro a doença já tem status hiperendêmico desde julho de 2013. Na unidade de referência no Rio de Janeiro, o INI/Fiocruz, foram diagnosticados até 2015 o número de 4.703 casos felinos e mais de cinco mil casos humanos.
No ano passado, enquanto o número de casos em humanos foi de apenas 580, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, em felinos aconteceu um grande aumento. Em 2016 a Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro fez 13.536 atendimentos. Números que mostram apenas os casos notificados.
Pesquisadores não sabem explicar o motivo pelo qual a doença é tão grave em gatos. Mas se sabe que o gato que possui a doença pode ter o fungo em suas garras, por isso ele passa para outros animais e humanos ao arranhar.
Animais que possuem a doença devem seguir o tratamento completo da forma que o veterinário recomendar, sem parar quando as lesões sumirem, pois isso não significa que o animal está livre do fungo. Aqueles que morrerem com a doença devem ser enterrados de forma correta, pois o corpo infectado pode acabar contagiando o solo.
Caso o seu gato comece a apresentar qualquer tipo de lesão pelo corpo, leve-o imediatamente ao veterinário para que se possa confirmar se é ou não a Esporotricose e vocês comecem o tratamento o mais rápido possível. Quanto antes se iniciar o tratamento, maiores serão as chances de cura do animal.
Fonte: Agência FAPESP