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Jornal Brasil

Diversidade em ciência é destacada por presidente da DFG

Publicado em 17 outubro 2014

“A globalização é um processo muito complexo e que tem se mostrado fundamental para a pesquisa científica. A pesquisa precisa do pluralismo, da fricção e do debate de ideias, do contraste entre teorias opostas, pois é isso tudo que torna as descobertas surpreendentes possíveis”, disse Peter Strohschneider, presidente da Sociedade Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG), na primeira conferência da FAPESP Week Munich, proferida na quinta-feira (16/10), em Munique, na Alemanha.

“Precisamos desse pluralismo, dessa ‘desorganização’ do conhecimento científico, por assim dizer, se quisermos criar conhecimentos novos e inovadores. Nesse sentido, o prospecto da cooperação científica além das fronteiras funciona melhor quando a diversidade de culturas científicas é preservada”, disse.

Segundo Strohschneider, facilitar essa cooperação além das fronteiras regionais e nacionais deve ser uma das principais tarefas das agências de fomento à pesquisa, mas se trata de uma questão muito intrincada, uma vez que os sistemas de ciência e tecnologia nacionais têm muitas diferenças em suas organizações de fomento, dispositivos legais, regras, procedimentos e em outras características.

“É importante que essas diferenças sejam negociadas de modo a não comprometer as diversidades fundamentais para as parcerias em pesquisa. A globalização não torna a cooperação científica entre os países mais fácil, e sim mais difícil, pelo menos inicialmente”, disse.

Strohschneider destacou que a busca pela colaboração que respeite as diversidades e leve a novos conhecimentos tem direcionado as atividades de cooperação científica da DFG.

“Nesse cenário, a parceria que mantemos com a FAPESP desde 2006 é algo que consideramos especial, por permitir a criação de novas oportunidades de colaboração entre pesquisadores da Alemanha e do Estado de São Paulo”, disse.

Três chamadas de propostas de pesquisas já foram lançadas por meio do acordo de cooperação entre a FAPESP e a DFG.

“São Paulo também tem um significado especial para a DFG, pois foi na capital paulista que, em 2011, abrimos um escritório voltado à colaboração com a América Latina”, disse Strohschneider.


Fonte: Agência FAPESP