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Folha da Cidade (Araraquara, SP) online

Diretores do CDMF são citados entre os mais relevantes da ciência nacional

Publicado em 25 fevereiro 2016

No quadragésimo aniversário da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Elson Longo e José Arana Varela, respectivamente, diretor e vice-diretor do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), tiveram seus nomes em destaque como os principais da ciência nacional. Isso porque seus trabalhos na área de cerâmica e nanotecnologia são estudos de relevância internacional – gerando inovação tecnológica e novas parcerias em pesquisa para o país.

Longo e Varela mantém uma parceria de quase 30 anos – próximos aos 40 anos de Unesp, diga-se de passagem – foi no conturbado fim da década de 80 que nasceu o Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica, o LIEC. Especialista em materiais cerâmicos, área que abrange desde a argila para louças e peças artesanais, passando por revestimentos de fornos da indústria siderúrgica, até pisos, azulejos, sensores e semicondutores, os pesquisadores têm, antes de tudo, uma ampla visão e gestão de projetos e parcerias entre o mundo acadêmico e a iniciativa privada.

Cooperação gera inovação

Através desta visão, Longo e Varela desenvolveram o LIEC até ele se tornar o CDMF, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) vinculado à FAPESP, CNPq e diversas universidades no Brasil e no mundo, formando uma rede de pesquisa especializada em inovação tecnológica.

Longo, que tem grande parte do seu trabalho na área de química teórica, solucionou a fórmula da excelência. “A filosofia do nosso grupo foi realizar pesquisas com forte interação com a indústria. Este desafio foi alcançado pesquisando cerâmicas refratárias e semicondutores, e mais recentemente a nanotecnologia. Assim, aconteceu um crescimento contínuo da interação com diferentes grupos de pesquisa no país e no exterior”.

Sobre o CDMF

O CDMF é um dos CEPIDs apoiados pela FAPESP. O Centro também recebe investimento do CNPq, a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN), integrando uma rede de pesquisa entre Unesp, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade de São Paulo (USP) e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).