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Diretor administrativo da FAPESP recebe Prêmio IAC

Publicado em 30 junho 2014

O engenheiro agrônomo Joaquim José de Camargo Engler, diretor administrativo da FAPESP, recebeu o prêmio Personalidade da Pesquisa, concedido pelo Instituto Agronômico (IAC), em Campinas, no dia 26.

 

O Prêmio IAC, como a honraria é chamada, reconhece o mérito científico e o desempenho institucional de profissionais e instituições de destaque para a agricultura no Estado de São Paulo e no Brasil.

 

“Essa premiação muito me honra principalmente pelo fato de o IAC ser uma instituição dedicada à pesquisa no Brasil mais do que centenária, com grandes trabalhos realizados e renome internacional”, disse Engler à Agência FAPESP. A solenidade de entrega ocorreu durante os eventos comemorativos do 127º aniversário do instituto.

 

“O IAC foi também onde realizei minhas primeiras atividades profissionais, quando ainda era estudante de Agronomia na Esalq [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP)]. Entre 1961 e 1963, realizei estágios no IAC e pude conhecer a qualidade do trabalho lá desenvolvido”, afirmou.

 

Engler é doutor em Agronomia pela USP, título obtido em 1968. Nos três anos seguintes, estudou na Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, onde se tornou PhD em Economia. Ao retornar ao Brasil, assumiu o Departamento de Economia e a coordenação da pós-graduação da Esalq, tornando-se figura central na consolidação dos programas de mestrado e doutorado oferecidos pela instituição.

 

Foi também diretor da Esalq entre 1982 e 1986, quando passou a colaborar com a Reitoria da USP como assessor de planejamento e orçamento. Em seguida, assumiu a Coordenação da Administração Geral da USP. Em 1993, foi eleito diretor administrativo da FAPESP, onde já atuara como assessor científico, como coordenador da área de Ciência Agrárias e como membro do Conselho Superior.

 

Além de Engler, premiado na Categoria Externa – Personalidade da Pesquisa, foram homenageados pelo IAC Dorival Finotti (Categoria Externa – Produtor Rural) e dois profissionais vinculados ao próprio Instituto, Valéria Xavier Paula Garcia (Categoria Interna – Servidor de Apoio) e Maurilo Monteiro Terra (Categoria Interna – Pesquisador Científico).

 

Foram entregues ainda medalhas Franz Wilhelm Dafert, honraria que leva o nome do primeiro diretor do IAC. Na edição 2014, receberam medalhas o Centro de Engenharia e Automação IAC, o Programa de Análises de Solos IAC, o Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO), o Programa Cana IAC e a Pós-Graduação IAC.

 

Antes da solenidade de premiação, pesquisadores participaram de palestras e de uma mesa-redonda sobre o tema “Transferência de Tecnologia e Inovação para a Sustentabilidade da Agricultura Brasileira”.

 

“É um tema bastante atual. O Instituto Agronômico já desenvolveu grandes projetos para o desenvolvimento de variedades mais produtivas e resistentes a doenças e vem se envolvendo cada vez mais com a inovação na área de agricultura. Os debates promovidos são muito importantes para a continuidade desses trabalhos”, comentou Engler.

 

O Prêmio IAC é entregue anualmente desde 1994 na modalidade Categoria Interna e a partir de 2011 também na Categoria Externa.

 

Foco em inovação

 

Ao longo de mais de um século de existência, o IAC desenvolveu 1.008 cultivares de plantas de 96 espécies, gerando e transferindo tecnologia para o agronegócio paulista e brasileiro.

 

“Como instituição com tradição e credibilidade estabelecidas no passado e com ações modernas e olhar atento ao futuro, o Instituto Agronômico não pode se afastar da inovação”, disse Sérgio Augusto Morais Carbonell, diretor do IAC, ao apresentar o tema escolhido para as comemorações de aniversário e abrir a cerimônia de entrega do prêmio.

 

Entre os resultados destacados por Carbonell estão a cultivar de mandioca de mesa IAC 576-70, conhecida como “amarelinha”, que representa 100% das 160 mil toneladas desse alimento comercializadas no Estado de São Paulo, chegando também a Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal; e o sistema de mudas pré-brotadas (MPB), que permite a economia de 18 toneladas por hectare de cana-de-açúcar durante o plantio.

 

“A primeira instituição exemplar a mostrar o significado da pesquisa no Estado de São Paulo e no Brasil foi o IAC. É, portanto, uma instituição que merece reconhecimento, prestígios e homenagens”, disse Celso Lafer, presidente da FAPESP, também presente à solenidade.

 

No mesmo evento, o IAC lançou a 7ª edição revisada e atualizada do Boletim 200 – Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas. A publicação é utilizada por produtores rurais de todo o Brasil e contém recomendações técnicas para 114 culturas e apêndices com noções gerais sobre solo, clima, critérios para calagem e adubação, defensivos agrícolas e técnicas de aplicação, práticas de conservação no solo e irrigação e drenagem.

 

Também estiveram presentes ao evento Mônica Carneiro Meira Bergamaschi, secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; Antonio Carlos Mendes Thame, deputado federal; o vereador André von Zuben, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal de Campinas; e Orlando Melo de Castro, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

 

Noêmia Lopes

Agência FAPESP