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Revista Museu

Dinossauro corcunda

Publicado em 09 setembro 2010

BRASIL, São Paulo - Uma espécie até então desconhecida de um dinossauro carnívoro, com características morfológicas inusitadas, foi descoberta por um grupo de cientistas no sítio de Las Hoyas, próximo à cidade de Cuenca, na Espanha.

Cientistas descobrem na Espanha nova espécie de carcharodontossauro com estrutura inusitada no dorso, até então não identificada em dinossauros carnívoros.

O fóssil descoberto representa um dos mais completos e bem preservados dos registros de dinossauros carnívoros já encontrados no continente europeu. A descrição da nova espécie está na edição desta quinta-feira (9/9) da revista Nature.

Francisco Ortega, da Faculdade de Ciências da Universidade Nacional de Educação a Distância, e colegas da Universidade Autônoma de Madri, afirmam que o esqueleto do Cretáceo Inferior (de cerca de 146 milhões de anos a 100 milhões de anos atrás) representa uma nova espécie e também um novo gênero de carcharodontossauros.

Os carcharodontossauros foram dinossauros bípedes cujo nome foi inspirado em outro grande predador: o tubarão branco (Carcharodon carcharias). Possuíam dentes serrilhados e eram capazes de morder com grande força.

Anteriormente se achava que esses répteis gigantes, que atingiam 14 metros de comprimento e oito toneladas, teriam vivido apenas no hemisfério Sul.

"Os carcharodontossauros foram os maiores dinossauros predadores e sua história evolutiva recente aparenta ser mais intrincada do que se pensava", destacaram os autores.

O fóssil descoberto na Espanha é de um exemplar de porte médio, com seis metros de comprimeiro e uma estrutura parecida com uma corcunda em seu dorso, algo identificado pela primeira vez em dinossauros. Tinha também uma série de formações nos antebraços que possivelmente serviam de base para plumagem.

O artigo A bizarre, humped Carcharodontosauria (Theropoda) from the Lower Cretaceous of Spain (doi:10.1038/nature09181), de Francisco Ortega e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Fonte: Agência FAPESP