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Correio Popular

Dilma vê oportunidade para energia renovável

Publicado em 18 novembro 2008

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou que a crise financeira internacional pode ser uma oportunidade de planejar investimentos em energias renováveis, como biocombustíveis. Dilma reconheceu que a ameaça de recessão global pode ter um impacto sobre a demanda mundial, mas acrescentou: “Pode permitir políticas anticíclicas que privilegiem uma agenda verde em que o biocombustível conste como prioridade.”

Na avaliação dela, o setor não passa por necessidade de recursos em meio à crise. “O governo mobilizou recursos para capital de giro, incluindo cana-de-açúcar, e recursos específicos para pré-embarque para financiamento das exportações”, disse, referindo-se ao anúncio feito pelo governo no início deste mês, de liberação de R$ 10 bilhões para elevar a liquidez de grandes empresas via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dilma disse não se lembrar o valor exato que foi destinado ao segmento sucroalcooleiro, “Mas se for necessário mais, vai ser liberado mais.”

Dilma falou durante a abertura da Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, em um hotel na capital paulista. Diante de uma platéia de 92 delegações internacionais, a ministra criticou as barreiras protecionistas e os subsídios agrícolas impostos sobre os biocombustíveis. Depois, ela destacou a importância de investimentos em áreas como a produção de combustíveis verdes e energia renovável.

Pesquisa

No mesmo evento, Serra anunciou ontem investimentos no valor de R$ 150 milhões para pesquisas em bioenergia a serem desenvolvidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Desse total, R$ 100 milhões serão investidos nos próximos dois anos. “Esses recursos serão destinados ao desenvolvimento de equipamentos, maquinário, variedades de cana-de-açúcar e para projetos ambientais em parceria com a iniciativa privada”, disse. Serra citou como exemplos de empresas que participam das pesquisas a fabricante de máquinas Dedini e a petroquímica Braskem. Esta última, no desenvolvimento de produtos em alcoolquímica. (Da Agência Estado)