Estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou a relação entre a glicemia elevada e a dificuldade de memorização
Estudo publicado no Journal of Diabetes por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Belo Horizonte, mostrou a relação direta entre diabete e prejuízo da memória em pessoas com mais de 50 anos. Os dados que permitiram as conclusões são um recorte do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil).
No trabalho, foram entrevistadas 9.412 pessoas com mais de 50 anos de idade, em 70 municípios das cinco regiões do Brasil, para avaliar o estado de saúde dessa população.
"Dos quase 10 mil participantes, cerca de 4 mil fizeram o teste de hemoglobina glicada, que auxilia no diagnóstico do diabetes mellitus tipo 2, o mais comum. Nosso olhar foi voltado para uma parte dessa amostragem, a fim de entender a relação da doença com o declínio cognitivo", explica Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia (DGero) da UFSCar.
Além do exame que auxilia na detecção da diabete, os participantes escolhidos para esta pesquisa fizeram ainda testes de memória, função executiva e linguagem, respondendo a uma série de questões que detectam maior ou menor prejuízo nessas funções.
(André Julião, Agência Fapesp)