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SER Ambiental

Dia Internacional das Florestas

Publicado em 20 março 2019

A IMPORTÂNCIA DAS FLORESTAS ORIGINAIS

Recuperar a variedade de plantas e animais de uma floresta é muito mais difícil do que se imaginava. Isso se, de fato, for realmente possível. Há décadas pesquisadores de vários países tentam descobrir o que seria mais eficiente para manter a biodiversidade: focar as iniciativas na preservação das florestas primárias, com o mínimo possível de alterações pelas atividades humanas, ou recuperar áreas que já sofreram alguma modificação pelo homem, entre elas as florestas secundárias. Para quem não é especialista, a resposta mais óbvia seria: nada substitui as florestas primárias em termos de biodiversidade. Mas, pesquisadores tinham dúvidas. Estudos sugeriam que as florestas secundárias pudessem conter uma variedade de espécies tão relevante quanto às originais. Porém, uma pesquisa publicada no site da revista Nature reforça a ideia de que as áreas de floresta primária são mais ricas em biodiversidade.

A pesquisa analisou 2.200 comparações entre florestas primárias e secundárias feitas anteriormente em 28 países da América, Ásia, África e Oceania. Essa avaliação, possivelmente a mais ampla sobre o assunto, concluiu que as florestas primárias tropicais são praticamente insuperáveis em biodiversidade. “Esse padrão depende muito do histórico de perturbação e da paisagem onde as manchas de mata primária estão inseridas”, explica Carlos Peres, brasileiro radicado na Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e um dos autores do estudo da Nature.

Com base nesse raciocínio, a primeira escolha, em um mundo em que os recursos financeiros são limitados, seria manter as áreas de florestas primárias. Segundo Peres, investir na regeneração de mata secundária seria um bônus. “Reflorestar garantiria a sobrevivência de muitas espécies e a manutenção de serviços de ecossistemas como foi feito com a Floresta da Tijuca, área de mata atlântica, no Rio de Janeiro”, conta o norte-americano Thomas Lovejoy, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), no Brasil, e do Centro H. John Heinz III para Ciência, Economia e Meio Ambiente, nos Estados Unidos, outro autor do estudo feito em parceria com pesquisadores de outros países, entre eles o indiano Navjot Sodhi, que morreu de câncer antes da pesquisa ser publicada.

Regiões degradadas podem se recuperar sozinhas, mas reflorestar usando espécies nativas ou de outros ambientes é um trabalho lento, que pode durar séculos. “Áreas de mata atlântica secundárias com cerca de 400 anos no Paraná ainda não têm o perfil de espécies de plantas de regiões primárias”, alerta o pesquisador. A região do Petén, no norte da Guatemala, sofre do mesmo problema. “Quando os espanhóis chegaram, o local era tomado por milharais do Império Maia. Hoje, mais de 500 anos depois, uma mata vigorosa tomou o lugar, mas em termos de biodiversidade não chega nem perto do que poderia ser uma floresta primária da América Central”, afirma.

As atividades humanas interferem de modo diferente em regiões distintas. De acordo com o trabalho, as florestas tropicais da Ásia são mais sensíveis às transformações impostas pelo homem do às matas das Américas. Os diferentes grupos de animais, igualmente, respondem de forma distinta: os mamíferos, de modo geral, são mais resistentes às mudanças, ao passo que as aves são sensíveis.

Foram analisados 12 tipos de interferências humanas que afetam de modo diferente os ambientes. A prática mais agressiva é o uso do fogo, muitas vezes para abrir espaço para a agricultura, enquanto a que oferece menos risco para a biodiversidade é o corte seletivo. A retirada de apenas 3% das árvores de uma floresta já afeta a variedade de espécies do local. A monocultura de árvores de crescimento rápido, como o eucalipto, outra perturbação causada pelo ser humano ao ambiente, também é um problema para a biodiversidade, principalmente em locais como a Ásia e o Brasil.

O problema é mundial. O estudo da Nature reflete uma escassez de informações sobre a maior parte da biodiversidade tropical. “Praticamente não há pesquisas sobre florestas de vários países africanos e asiáticos”, diz Peres. De acordo com o estudo, também faltam trabalhos sobre grupos de plantas, invertebrados e vertebrados em mosaicos de floresta primária e áreas adjacentes de floresta degradada.

O Dia Internacional das Florestas foi criado com o objetivo de conscientizar toda a população a respeito da importância dos ecossistemas florestais.

As florestas são áreas extremamente importantes para o meio ambiente e para a economia de uma região. Delas retiramos matéria-prima para a construção de móveis e imóveis, alimento e até mesmo compostos importantes para a fabricação de medicamentos. Além disso, essas áreas previnem deslizamentos de terra, servem de lar para uma variedade de espécies, relacionam-se com o regime de chuvas, conservam recursos hídricos e o solo e armazenam carbono.

Entretanto, mesmo sabendo da importância das florestas, os homens continuam destruindo esses ambientes. Diante da necessidade de ações de proteção dessas áreas, criou-se o Dia Internacional das Florestas, uma data para promover conscientização a respeito dos ecossistemas florestais e estimular a criação de medidas de conservação desses locais.

Localizado na APA do Alto Iguaçu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, temos esta grande árvore que divide opiniões!!! Para uns é um grande Chichá, mas para nós do Projeto junto com um especialista acreditamos que é um Jequitibá Rosa.

DEFINIÇÃO DE FLORESTA

São vegetações que se destacam pela grande quantidade de plantas lenhosas e com copas de árvores que se tocam no alto, formando o que chamamos de dossel. Essa definição, por ser muito simples e não englobar uma série de situações, não é a mais adequada para a criação de medidas de preservação. Sendo assim, definições formais foram criadas a fim de fornecer embasamento para a criação de normas.

Uma das definições mais importantes de floresta é a proposta pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Segundo a FAO, uma floresta é uma “área medindo mais de 0,5 ha com árvores maiores que 5 m de altura e cobertura de copa superior a 10%, ou árvores capazes de alcançar estes parâmetros in situ. Isso não inclui terra que está predominantemente sob uso agrícola ou urbano.”

Tucano Toco ou Tucanuçu (Ramphastos Toco) se alimentando do fruto de um Jerivá em Guaratiba, na Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro. O Bairro de Guaratiba ainda é considerado o mais áreas nativas e virgens da Cidade do Rio.

A CRIAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DAS FLORESTAS

Em 1971, a FAO criou o Dia Mundial das Florestas com o objetivo de gerar conscientização a respeito da importância dos ecossistemas florestais. A data escolhida foi 21 de março, uma data que marcava o primeiro dia da primavera nos países do hemisfério norte.

Posteriormente, em 2012, foi aprovada na Assembléia Geral das Nações Unidas uma resolução que instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional das Florestas, uma forma de comemorar a data globalmente. A partir dessa resolução, ficou estabelecido que o Secretariado passaria a organizar, em conjunto com os governantes, as comemorações dessa data.

As florestas também têm uma função excelente de regular o clima, pois elas, pelo sistema da fotossíntese, absorvem o gás carbônico, que eliminamos com a respiração e aquele decorrente de inúmeras atividades humanas, que foram intensificadas no período pré-industrial e industrial.

CURIOSIDADES SOBRE AS FLORESTAS

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO):

As bacias hidrográficas e as zonas úmidas florestadas fornecem 75% da água doce acessível do mundo;

A mudança climática está alterando o papel das florestas na regulação dos fluxos de água e influenciando a disponibilidade de recursos hídricos;

Cerca de um terço das maiores cidades do mundo obtém uma quantidade significativa da sua água potável diretamente de áreas protegidas florestadas;

As florestas são filtros de água naturais.

As regiões onde ainda existe, a Mata Atlântica caracteriza-se pela vegetação exuberante, com acentuado higrofitismo. Entre as espécies mais comuns encontram-se algumas briófitas, cipós, orquídeas e os fungos. É uma das áreas mais sujeitas a precipitação no Brasil. As chuvas são orográficas, em função das elevações do planalto e das serras. — Parque Estadual do Mendanha – INEA.

As florestas armazenam dois quintos de todo o carbono dos ecossistemas da terra, sendo consideradas como “pulmões do mundo” ou “sumidouros de carbono”. Sendo assim, os ecossistemas com grande biomassa e com o solo pouco perturbado, como as florestas, retêm o carbono, sob a forma de dióxido de carbono (CO2)… Contudo para absorver a quantidade de carbono (CO2) que emitimos para a atmosfera, um dos gases responsáveis pelo Efeito de Estufa, seria necessário muito mais, como o plantio de uma média de 1000 árvores por pessoa e por ano no planeta. — Parque Estadual do Mendanha – INEA.

Base de dados: Revista Fapesp

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