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Semanário da Zona Norte

Dia do Astrônomo - 2 de dezembro

Publicado em 02 dezembro 2011

Astrônomos estudam o universo, seus corpos celestes e galáxias, investigando e analisando a composição, os movimentos e as posições relativas dos planetas, das estrelas e dos demais corpos do Cosmo. Através da observação diária dos astros e da análise dos fenômenos do espaço, pesquisa as possibilidades de viagens e explorações espaciais. Analisa as fases da lua e o fluxo das marés, executa o calendário, estabelece a hora oficial dos países e cuida dos observatórios astronômicos. Conta com os recursos da Informática para a realização de suas atividades e utilizam conhecimentos de física e matemática para observar e calcular.

Características necessárias

Boa capacidade de observação, interesse em leituras e estudos, curiosidade, meticulosidade e conhecimento de inglês. Características desejáveis: atenção a detalhes; capacidade de análise; capacidade de concentração; capacidade de observação; curiosidade; disciplina; espírito de investigação; facilidade para matemática; gosto pela pesquisa e pelos estudos; habilidade para trabalhar em equipe;interesse pelas ciências; raciocínio abstrato desenvolvido; raciocínio espacial desenvolvido

Formação necessária

Para trabalhar com divulgação científica é exigido o diploma de graduação em astronomia, curso oferecido apenas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com duração de quatro anos. A Universidade de São Paulo (USP) possui habilitação em astronomia para alunos do curso de física. Grande parte dos pesquisadores brasileiros em astronomia e astrofísica é bacharel em física e pós-graduado em astronomia. A maioria das universidades e institutos de pesquisa exige de seus professores e pesquisadores o grau de mestre. Habilidade em computação e conhecimento de inglês são fundamentais para o trabalho do astrônomo.

Principais atividades de um astrônomo

Em todas as especialidades, astrônomos podem atuar como pesquisadores, professores universitários e realizar ações de divulgação científica, exercendo as seguintes atividades: lecionar em faculdades de astronomia, física e matemática; orientar alunos de mestrado e doutorado em suas teses; realizar estudos e experimentos em institutos de pesquisa, observatórios, planetários e universidades e publicá-los em revistas especializadas; realizar atividades de observação e cálculos, que exigem o uso de telescópios, binóculos e computadores. Muitos dados são coletados por sondas enviadas ao espaço ou satélites artificiais; desenvolver instrumentos para serem usados em pesquisas da área; trabalhar em planetários e museus de ciências, para divulgar a astronomia para o público leigo; organizar exposições, debates, vídeos, oficinas e orientar a observação do céu; dar cursos e palestras para estudantes e público em geral.

Áreas de atuação e especialidade

Podem especializar-se em quatro áreas: astrofísica - estuda as características físicas dos astros, como massa, densidade, composição, tamanho, origem e evolução; astrometria - descreve a posição de planetas, satélites, cometas, asteroides e estrelas, acompanhando seus movimentos e velocidades com auxílio de instrumentos e cálculos; mecânica celeste - estuda forças gravitacionais que determinam o movimento dos astros e dos satélites artificiais; radioastronomía - estuda radiações magnéticas do universo não captáveis por instrumentos ópticos, a propagação de raios X e Gama, radiogaláxias, quasares, regiões de hidrogênio ionizado, fenômenos que ocorrem no Sol.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho para astrônomos é praticamente restrito ao setor público nas entidades de pesquisa, observatórios e universidades, onde podem trabalhar como pesquisadores ou professores. O ingresso nesse mercado depende em grande parte de concursos. Para repor professores e funcionários, muitas universidades, vêm abrindo vagas com contrato temporário. Organizações de fomento à pesquisa como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) e as fundações de amparo à pesquisa dos estados, como a Faperj do Rio de Janeiro e a Fapesp de São Paulo, oferecem bolsas de pós-graduação, "bolsas de fixação" e de pós-doutorado para incentivar a permanência de cientistas e pesquisadores no país. Por outro lado, a indústria aeroespacial está crescendo no mundo inteiro, assim como as pesquisas nesse setor. O Brasil já lançou satélites e vai participar da Estação Espacial, projeto que pretende construir um laboratório de pesquisas no espaço. Começa, portanto, a investir na área, o que pode gerar um aumento na procura por profissionais.

Curiosidades

A observação do céu e as indagações feitas sobre ele fazem parte de várias gerações, mas a compreensão que prevaleceu foi a grega, daí vem a ligação da mitologia com os astros, estrelas e planetas. Quando os árabes dominaram a Península Ibérica, eles traduziram antigas obras da astronomia para o árabe e difundiram esses conhecimentos pela Europa. Mais recentemente a União Astronômica Internacional unificou a denominação dos corpos celestes, para facilitar o estudo. No Brasil, a astronomia passou a ser considerada ciência no século 9, com a fundação do Observatório Nacional do Rio de Janeiro, em 1827. Em São Paulo a atividade só teve início no século 20 com a fundação do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo (USP), em 1930.