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Cenário MT

Desmatamento reduz tamanho dos peixes nos rios de MT

Publicado em 03 dezembro 2015

O aquecimento das águas nas regiões agrícolas da região amazônica causado pelo desmatamento, tem resultado na diminuição do tamanho de algumas espécies de peixes, segundo um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) na região de Canarana, a 838 km de Cuiabá;. A tese de doutorado, desenvolvida no Instituto de Biociências (IB), da Universidade de São Paulo (USP), coletou quase 4 mil peixes de 36 espécies nas cabeceiras do Rio Xingu.

O ecólogo Paulo Ricardo Ilha Jiquiriçá, autor da pesquisa, observa a região desde 2006 com estudos dos efeitos da conversão de florestas em áreas agrícolas sobre assembleias de peixes. Em sua tese de doutorado, analisou os efeitos do desmatamento e construção de barragens nos rios no desenvolvimento da diversidade dos peixes.

“Percebemos que o tamanho corporal dos peixes nos riachos em áreas agrícolas era significativamente menor em comparação com os riachos em áreas de florestas”, disse o pesquisador.

A pesquisa de campo foi realizada na Fazenda Tanguro, região entre os municípios de Querência e Canarana, a 912 e 838 km de Cuiabá;, teve início em 2012 e durou cerca de 18 meses. O cientista fez coletas em seis riachos, sendo três localizados em áreas de florestas e outros três em áreas agrícolas.

Em Mato Grosso, recebeu o apoio do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e recursos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Foi orientado pelo professor Luis Cesar Schiesari, do curso de Gestão Ambiental da Escola de Artes Ciências e Humanidades (EACH) da USP.

Os afluentes do Rio Xingu avaliados, Tanguro e Darro, estão localizados em uma das regiões de intensa produção de soja e desmatamento amazônico. Segundo o pesquisador, foi observada a destruição das matas ciliares e a contrução de mais de dez mil represas.