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Desenvolvimento de tecnologias contra o Aedes recebe R$ 10 milhões

Publicado em 17 março 2017

Repasse de R$ 10 milhões será destinado a seis pequenas empresas de São Paulo para desenvolvimento de novas tecnologias de combate ao mosquito Aedes aegypti. O investimento é do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp). As empresas, selecionadas em chamada pública cujo resultado foi divulgado em janeiro, estão trabalhando em repelentes, diagnósticos rápidos e armadilhas para captura do mosquito.

Uma dessas empresas, a DC Química, está desenvolvendo um repelente natural com base no ramnolipídeo, um composto produzido a partir de bactérias. A substância era conhecida como um composto natural capaz de reduzir a tensão superficial de líquidos. É utilizado na indústria, principalmente em produtos de limpeza, como detergentes, pela capacidade de unir substâncias que não se misturam como água e óleo, e na indústria de cosméticos.

Segundo o diretor da DC Química, Bruno de Arruda Carillo, o produto deve chegar ao mercado em 2019. Para ele, o apoio da Finep e Fapesp é fundamental para acelerar o desenvolvimento e a entrada do produto no mercado. O diretor-geral da Promip Consultoria e Assessoria em Agronomia, Marcelo Poletti, diz que esse tipo de apoio possibilita o desenvolvimento de pesquisas aplicadas em empresas de base tecnológica de pequeno e médio porte, "dando maior fôlego e agilidade para seus departamentos de pesquisa e desenvolvimento para a geração de inovações que contribuirão para melhorar a saúde da população".

Segundo Poletti, a empresa está mapeando a resistência do mosquito a diferentes produtos químicos e biológicos em cerca de 140 municípios. A previsão é que o serviço comece a ser comercializado em São Paulo em meados de 2018 e seja distribuído para os demais estados do País.