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Correio Popular

Desenvolve SP vai atacar na inovação

Publicado em 14 agosto 2013

A Agência de Desenvolvimento Paulista – Desenvolve SP – investe com força no financiamento de inovação das empresas instaladas no Estado. O órgão firmou um convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e vai oferecer uma linha de R$ 80 milhões para atender as pequenas empresas.

Outra estratégia é alocar recursos em startups por meio do Inovação Paulista, um fundo que tem capital de R$ 100 milhões. A agência possui ainda três linhas de crédito para o empresário que apostar em desenvolvimento tecnológico. As condições de financiamento dependem da linha e do valor que o interessado pretende utilizar. Nas três lançadas em 2012 pela agência, o patamar de juros varia de zero a 8% ao ano, com valores entre R$ 200 mil a R$ 30 milhões. A linha da Finep tem um custo de 5% ao ano e o pagamento se estende por 96 meses. O órgão pretende estimular a cultura de inovação nas empresas.

O presidente da Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos, afirmou que a parceria com a Finep foi possível porque a financiadora quer capilarizar O alcance das políticas definidas pelo. governo federal para o desenvolvimento tecnológico do País.

“É a primeira vez que a Finep faz parceria com agentes que serão os responsáveis em firmar os financiamentos. O nosso contrato foi o terceiro assinado pela Fínep”, comentou. O orçamento da Finep para a linha é de R$ 1,2 bilhão. “O nosso convênio com a Finep é de R$ 80 milhões. O custo é barato, 5% de juros ao ano, com pagamento em até 96 meses”. A agência está firmando parceria com Centro Paula Souza e também avaliando outros acordos com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para que os agentes sejam os responsáveis por avaliar se os projetos apresentados são inovadores.

“Acreditamos que em um mês a linha já esteja operacionalizada para o mercado. As empresas interessadas farão o cadastramento pelo site da Desenvolve SP”, comentou. Santos afirmou que o fim do de investimentos vai estimular as startups. “O objetivo é alavancar as empresas que estão começando. O fundo vai ajudar as empresas que ainda estão nas incubadoras e que tenham produtos. O fundo vai comprar uma participação minoritária. Além dos recursos, a empresa terá suporte de profissionais na área de gestão, vendas, finanças”, comentou

O fundo tem R$ 100 milhões em caixa. Os investidores são Desenvolve SP, Fapesp, Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Finep e a Corporaci6n Andina Fomento (CAF).”Há outros agentes que demonstraram interesse, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A meta é atrair também a iniciativa privada. Nos países que cresceram por meio da inovação das empresas, os governos foram os primeiros a financiarem as empresas de base tecnol6gica. E exatamente isso que estamos fazendo”, ressaltou.

Ele salientou que a aposta em inovação vai alavancar a economia de regiões que são polos tecnológicos como Campinas, São José dos Campos e São Carlos. “A Região da Grande de São Paulo também tem polos de inovação. Mas a grande concentração está no Interior. A busca por financiamentos das três linhas já existentes ainda é pequena. As empresas de base tecnológica costumam utilizar o financiamento a fundo perdido de financiadoras como a Finep e a Fapesp”, concluiu Santos.