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Jornal da Ciência online

Desafios para além da pós-graduação

Publicado em 26 setembro 2018

Está cada vez mais difícil para os jovens doutores se inserirem no mercado de trabalho acadêmico. Não bastasse a concorrência — somente em 2017, mais de 21 mil doutores se formaram no Brasil —, o atual cenário econômico afetou a oferta de vagas para professores e pesquisadores assistentes, e estágios de pós-doutorado, fundamentais para o aprimoramento de habilidades científicas e intelectuais, e aquisição da experiência necessária para estabelecer e gerenciar um laboratório ou grupo de pesquisa. A situação também não é favorável à docência no setor privado. “Muitas universidades particulares evitam a contratação de doutores acima do número mínimo exigido pelo Ministério da Educação para diminuir os custos”, diz o biólogo Hugo Fernandes-Ferreira, professor do curso de biologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza.

Enquanto isso, o número de doutores no país cresceu 486% entre 1996 e 2014, de acordo com dados do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Essa perspectiva pouco animadora tende a aumentar a pressão sobre jovens pesquisadores. “O indivíduo passa anos se preparando para ser um pesquisador e, de repente, precisa procurar emprego no mercado de trabalho não acadêmico, colocando-se em uma situação na qual nem conseguiu uma oportunidade como professor ou pesquisador nem tem a experiência desejada pelo mercado de trabalho tradicional”, diz a jornalista Deisy Feitosa, que se dedica a um pós-doutorado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP).

Leia na íntegra: Revista Pesquisa Fapesp