Segundo o parlamentar, a invasão das medidas faria com que a USP deixasse de ser dependente de repasses de ICMS
GUILHERME SETO
SÃO PAULO, SP
Escolhido como representante da Assembleia Legislativa de São Paulo no conselho consultivo da USP (Universidade de São Paulo), o deputado estadual Leo Siqueira (Novo) defende que a universidade cria fontes de receita adicionais por meio da cobrança de mensalidades dos alunos mais ricos e de “naming rights” de empresas interessadas em batizar espaços nos campi.
Segundo o parlamentar, a incorporação das medidas faria com que a USP deixasse de ser dependente de repasses de ICMS, que oscilam de acordo com a atividade econômica.
“A USP hoje tem o problema de ser uma mera pagadora de atendimentos, e conta com muita gente da classe alta, que tem condição de pagar mensalidade. O que acontece hoje é que a população pobre paga mais, pois o ICMS é um imposto sobre o consumo”, afirma Siqueira à coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
Ele diz que a definição de enquadramento dos mais ricos da universidade ainda precisaria ser definida, mas que “com certeza os 20% mais ricos têm condição de pagar mensalidades”.
Além de Siqueira, indicado pela Alesp, o conselho consultivo é composto pelo reitor, Carlos Carlotti, pela vice-reitora, Maria Arminda do Nascimento Arruda. O sociólogo José de Souza Martins tem assento como representante da FAPESP, e outros seis nomes foram escolhidos pelo reitor: Carlos Alves Moura, Cláudia Costin, José Scheinkman, José Renato Nalini, Maria Alice Setúbal e Pedro Wongtschowski.
A função do conselho é a de dar méritos ao reitor a respeito da política geral e do desempenho da USP.