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Depressão pós-parto leva à interrupção precoce do aleitamento materno, indica pesquisa

Publicado em 01 outubro 2008

Uma pesquisa feita na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) indica que crianças de mães com sintomas de depressão pós-parto apresentam risco 80% maior de interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo.

A pesquisa apontou ainda que no primeiro mês de vida a interrupção precoce de aleitamento materno foi cerca de 60% mais alta entre as crianças que moravam em condições ambientais insatisfatórias. O estudo foi publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, editada pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz.

Entretanto, de acordo com Maria Helena Hasselmann, professora do Instituto de Nutrição da Uerj e uma das autoras do artigo, a suspeição de depressão pós-parto foi mais determinante na interrupção da amamentação do que as variáveis socioeconômicas.

De acordo com a pesquisadora, a depressão pós-parto pode representar não somente os perfis psicológico-emocionais maternos, mas também aspectos relacionados a dificuldades em amamentar. Hasselmann explica que a depressão pós-parto pode causar sentimentos de baixa auto-estima, o que faz com que a mãe perca a confiança em seu papel materno e deixe de perceber os benefícios da amamentação.

O estudo analisou variáveis demográficas, socioeconômicas, maternas (como número de consultas pré-natais) e condições de nascimento, entre outras. Participaram 429 crianças recém-nascidas no período de junho de 2005 a dezembro de 2006 em Unidades Básicas de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Segundo a pesquisadora, os resultados evidenciam a importância da saúde mental materna para o sucesso do aleitamento materno exclusivo.

*Com informações da Agência Fapesp