Notícia

Agência C&T (MCTI)

Depressão é ligada à proteína específica

Publicado em 27 março 2008

São Paulo. Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, anunciaram uma importante conquista que poderá levar ao desenvolvimento de testes mais eficientes para depressão, segundo a Agência Fapesp.

Os pesquisadores identificaram uma mudança na localização de uma proteína especifica encontrada no cérebro. A descoberta, segundo eles, oferece uma oportunidade para desenvolver um marcador biológico para a depressão. Os resultados foram publicados no "Journal of Neuroscience". Benefícios.O marcador poderá levar ao desenvolvimento de exames laboratoriais mais simples e mais rápidos para identificar pessoas com o problema. A alteração também poderá ser usada para determinar se a terapia antidepressiva está sendo bem-sucedida ou não.

"Um teste como esse deverá servir para avaliar a eficiência da terapia empregada rapidamente, em quatro ou cinco dias após o início, o que permitirá aos pacientes evitar a agonia de ter que esperar por um mês ou mais para descobrir se estão ou não no regime terapêutico correto", disse Mark Rasenick, professor de fisiologia, biofísica e psiquiatria e um dos autores do estudo.

Apesar de décadas de pesquisas, a base biológica da depressão permanece desconhecida. Por conta disso, os alvos moleculares e celulares dos tratamentos continuam elusivos — ainda que as drogas tenham um ou mais alvos. Segundo Rasenick, a descoberta poderá ajudar milhões de pessoas que sofrem de depressão.