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Extra (Rio de Janeiro, RJ) online

Depois do etanol, Brasil quer criar biocombustível para aviação

Publicado em 26 abril 2012

RIO - No ar, uma alternativa renovável para a aviação. Representantes da Fapesp, Boeing e Embraer começaram nesta quarta-feira um estudo sobre os desafios científicos, tecnológicos, sociais e econômicos para o desenvolvimento e adoção de biocombustível em aviões comerciais e executivos no Brasil.

Em um ano, serão realizados oito workhops para coleta de dados com pesquisadores, integrantes da cadeia de produção de biocombustíveis, além de representantes do setor de aviação e do governo. O primeiro deles termina nesta quinta-feira, em São Paulo. Em seguida, haverá uma chamada de propostas para o estabelecimento de um centro de pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação comercial envolvendo as três instituições.

- Ainda não temos uma perspectiva de em quanto tempo teremos biocombustíveis produzidos em escala comercial e que possam ser utilizados na aviação de forma global, e não prevemos que no futuro próximo haverá a substituição completa do combustível fóssil utilizado na aviação por biocombustíveis - disse Mauro Kern, vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer, em nota divulgada pela Fapesp.

O etanol, combustível cuja produção é conhecida no Brasil, não é o ideal para a aviação. Por isso será necessário dar um salto tecnológico que possibilite o desenvolvimento de um biocombustível viável comercialmente, obtido a partir do estudo de diferentes matérias-primas.

- A grande vantagem de estar realizando esse tipo de pesquisa no Brasil é que o país tem experiência na utilização da cana-de-açúcar, usando uma fonte renovável de combustível. Podemos aprender e utilizar essa experiência para aplicar na área de aviação - afirmou Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil.

Os pesquisadores vão aprofundar cinco linhas de pesquisa: “Biomassa para bioenergia” (com foco em cana-de-açúcar), “Processo de fabricação de biocombustíveis”, “Biorrefinarias e alcoolquímica”, “Aplicações do etanol para motores automotivos: motores de combustão interna e células a combustível” e “Pesquisa sobre sustentabilidade e impactos socioeconômicos, ambientais e de uso da terra”.


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