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DCI

Deficiência intelectual estudada pela Fapesp

Publicado em 30 agosto 2012

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) assinou um acordo de cooperação científica com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE-SP) para apoiar projetos de pesquisa sobre deficiência intelectual- caracterizada por limitações no funcionamento intelectual e do comportamento que são detectadas ao nascer ou durante a infância e a adolescência por meio de testes apropriados.

O acordo prevê a seleção de até quatro projetos em temas relacionados a defícíêncía intelectual – como genética e biologia molecular, cognição e desenvolvimento, imaginologia cerebral e neonatologia e triagem neonatal -, que serão desenvolvidos no Instituto APAE de São Paulo de Pesquisa e Formação.

Os projetos de pesquisa serão realizados no âmbito do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, lançado há 15anos pela Fapesp para apoiar a criação de novas linhas de investigação e a formação de novos grupos de pesquisa em temas emergentes e ainda não suficientemente explorados por cientistas atuantes no estado.

O programa, que já apoiou mais de 1,2rnil cientistas do Brasil e do exterior para realizar pesquisas em instituições no Estado de São Paulo, oferece o financiamento necessário para que o pesquisador desenvolveu projeto.

De modo a selecionar os quatro pesquisadores, a Fapesp e a APAE-SP farão tuna chamada de propostas e publicarão anúncio nas principais revistas científicas internacionais convidando pesquisadores de todo o mundo a inscrever projetos na área.

Os trabalhos inscritos serão submetidos à análise de propostas da Fapesp, que é baseada no mérito científico e utiliza revisores externos e análises de comitês científicos para embasar as decisões tomadas.

As propostas aprovadas serão apreciadas por um comitê gestor, formado por representantes das duas entidades, que indicarão os quatro projetos finalistas que iniciarão o programa de pesquisa.

“Este acordo científico entre a Fapesp e a APAE-SP possibilita colocar a ciência a serviço daqueles que necessitam que o conhecimento sobre a deficiência intelectual seja aprofundado e aprimorado”, disse Celso Lafer, presidente da Fapesp. “O acordo também possibilita à Fapesp uma interação com o chamado terceiro setor em uma matéria de grande relevância.”

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