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Associação Paulista de Jornais

Dedini vai contratar 500 trabalhadores

Publicado em 26 outubro 2007

A Dedini Indústrias de Base vai investir R$ 50 milhões nas cinco fábricas instaladas em Piracicaba e contratar 500 pessoas em 2008, aumentando para 3.000 o quadro de funcionários. A afirmação é do vice-presidente executivo da Dedini, Sérgio Leme dos Santos, durante entrevista exclusiva ao Jornal de Piracicaba na tarde de ontem. Os investimentos serão aplicados na finalização do prédio que vai abrigar a mecânica pesada da empresa (usinagem e montagem), treinamento de profissionais e pesquisas na área de tecnologia e desenvolvimento.

@TXTN:As contratações para 2008 serão realizadas nas áreas administrativa, operacional, técnica e de suporte da empresa. "Os primeiros trabalhadores serão chamados, principalmente, no começo do ano, na entressafra da cana. Os demais ao longo do ano, em decorrência do andamento natural do mercado", diz. Os investimentos na empresa vem sendo realizados desde 2003 —— já foram injetados R$ 80 milhões —— o que ocasionou a duplicação da capacidade produtiva da empresa. A expectativa, para os próximos anos, é de aumento do volume de produção anual entre 10% e 15%.

Somente na expansão da fundição já foram destinados R$ 50 milhões nos últimos quatro anos, gerando aumento da capacidade produtiva do setor. O montante produzido passou de 30 mil para 35 mil toneladas de peças fundidas por ano, de grande porte, vendidas para os mercados interno e externo. "A idéia é permanecer nesta mesma quantidade de produção no ano que vem ou chegar a 36 mil toneladas por ano", diz Leme. Os principais destinos dos produtos da fundição são Estados Unidos e Europa.

Outros R$ 15 milhões foram para a construção de um prédio, que está em fase de conclusão ao lado da fundição, destinado para recebimento da mecânica da empresa. "É um investimento estratégico, principalmente porque é um novo ramo de negócio em que haverá aumento da escala de produção que já existe na empresa. Vamos otimizar o processo e realizar a venda direta das peças, agregando maior valor a elas por saírem prontas para a comercialização", afirma o vice-presidente.

O restante dos investimentos — R$ 15 milhões — foram aplicados na caldeiraria de inox, antiga Codistil. "Também aumentamos a capacidade de produção para 8.000 toneladas de aço inox por ano, antes em torno de 6.000", lembra Leme. Uma parte da caldeiraria já está instalada e outra está em fase de construção, oferecendo os produtos principalmente para destilarias, cervejarias, indústrias de alimentos, entre outras empresas. Somente em 2007, a Dedini contratou 600 novos profissionais nas cinco fábricas de Piracicaba.

PARCERIA - Leme lembra, ainda, que paralelamente, a Dedini realizou neste ano convênio com a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), no valor de R$ 100 milhões, para pesquisas científicas em produção e etanol. Está previsto o desenvolvimento tecnológico da DHR (Dedini Hidrólise Rápida), inclusive há projetos em estudo para uma nova parceria entre a empresa e a Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). "Neste novo plano de trabalho há possibilidade da instalação de uma planta piloto, que pode ser construída na universidade", diz.

Segundo o vice-presidente, o desenvolvimento ocorrido no período 2006/2007 era esperado pela empresa. "Como todo o parque fabril brasileiro, a empresa também teme e sofre com os produtos chineses. Por isso a empresa precisa ser competitiva e nós não podemos perder nosso espaço conquistado", diz. Somente neste ano seis plantas completas de usinas —— denominadas "turn key" —— foram negociadas. A expectativa é de que este número passe para oito ou dez plantas em 2008.

Qualificação — Como vem acontecendo com outras empresas, a Dedini também contrata alguns profissionais com alguns meses de antecedência devido à falta de mão-de-obra qualificada na cidade. "Realizamos um forte treinamento de pessoal, principalmente para suprir a demanda de algumas profissões", diz Leme. As funções que exigem mais preparo são caldeireiros, soldadores e projetistas. "Cada um possui um tempo diferente para engrenar no trabalho", afirma.