Evento Quintais Cosmopolíticos debate, em sua sétima edição, o fim do mundo e as resistências que emergem em São Paulo
Nesta quinta-feira (26), às 18 horas, no auditório Paula Souza da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP acontecerá a sétima edição dos Quintais Cosmopolíticos intitulada O fim do mundo e as pronúncias de outros possíveis: territórios, Capitaloceno e necropolítica . O encontro se propõe a discutir desde distintas vivências e experiências de pessoas e coletivos, às resistências que emergem no território de São Paulo, levando em conta o marco do Capitaloceno e as constantes ofensivas necropolíticas que criam “mundos de morte”. O debate terá a mediação de Leandro Giatti, professor associado no Departamento de Saúde Ambiental da FSP. O evento terá transmissão também no YouTube.
A noção de necropolítica foi proposta por Achille Mbembe para dar conta de como “as armas de fogo são dispostas com o objetivo de provocar a destruição máxima de pessoas e criar ‘mundos de morte'” na atualidade, que são “formas únicas e novas de existência social nas quais vastas populações são submetidas a condições de vida que lhes conferem o estatuto de ‘mortos-vivos'”.
Capitaloceno é um conceito que visa explicitar estas questões e romper com o dualismo Natureza/Sociedade e explicar o desenvolvimento deste “necrossistema” e suas consequências nas relações trabalhistas, de poder, na dinâmica econômica e socioambiental, envolvendo questões interseccionais como racialidade, gênero, classe, território.
Entre os participantes, Wendy Herrera, refugiada, venezuelana na liderança da ocupação Veneza City, no extremo leste de São Paulo; a doutoranda em antropologia Amanda Amparo (USP); a voluntária no grupo de extensão “Cultura e resistência indígena” e mestra em Saúde Pública, Bruna Freire; e o graduando em ciências sociais e integrante da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (SP), Kaleb Fernandes (PUC-SP). Os quintais são eventos que acontecem sempre às quintas-feiras, desde o ano passado, organizados pelo projeto Cosmopolíticas do Cuidado.
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Posted: 05/05/2020
Por Gislene Aparecida dos Santos, professora associada da EACH/USP e coordenadora do grupo de estudos nPeriferias do IEA/USP
0 comments As organizadoras dessa edição são Júlia Kaori Miai Tomimura, Vanessa de Almeida e Júlia Camanho, respectivamente, mestrandas e doutoranda do programa de Saúde Pública da USP. O projeto “Cosmopolíticas do cuidado no fim-do-mundo: gênero, fronteiras e agenciamentos pluriepistêmicos com a saúde coletiva” foi contemplado com financiamento FAPESP Jovem Pesquisador em 2021. Com informações de Camila Montagner: montagnercamilaf@gmail.com
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