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Gazeta do Povo online

De volta ao dicionário

Publicado em 27 fevereiro 2012

Mais uma aula

A propósito das palavras, Natureza voltou a citar uma matéria da revista Pesquisa, da Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. "A vida das palavras", texto assinado por Igor Zolnerkevic (edição de julho de 2011), informa que físicos e linguistas examinam a evolução do vocabulário de comunidades. Eles admitem que ninguém sabe exatamente quantas palavras nascem a cada momento, mas têm certeza de que "a imensa maioria delas é raramente usada, geralmente esquecida".

É que existem muito mais palavras do que um único ser humano conseguiria aprender ao longo da vida. A revista informa que o serviço de busca Google registrou 13 milhões de palavras distintas em língua inglesa usadas pelo menos 200 vezes em páginas na internet até 2006, "enquanto pesquisadores estimam que o tamanho do vocabulário de um adulto com bom nível educacional não ultrapassava 100 mil palavras".

Um outro estudo, publicado em maio na revista PLos One, ajuda a entender melhor como o vocabulário de uma comunidade evolui com o tempo:

- As chances de uma palavra, velha ou nova, permanecer em uso no futuro não dependem tanto da frequência com que ela é usada atualmente, mas sim da variedade de assuntos em que é empregada e, mais importante ainda, do número de pessoas que a utilizam.

E o físico brasileiro Eduardo Altmann, um dos autores do estudo, diz que, para manter a variedade de palavras em uso em uma comunidade, "é melhor muita gente falar pouco do que pouca gente falar muito".

É isso.