Notícia

Metro Jornal

De olho na pesquisa

Publicado em 31 agosto 2011

Não é preciso ter o título de doutor para se dedicar com afinco às pesquisas acadêmicas. Passar horas devorando pilhas de livros também já faz parte da rotina de alguns universitários que optam por gastar boa parte do tempo com projetos científicos.

Para incentivar os futuros pesquisadores, as universidades oferecem o programa de IC (Iniciação Científica), atividade voluntária que permite ao universitário realizar um projeto de pesquisa na área desejada com acompanha--mento de um orientador. "A IC é semelhante a uma pós-graduação. O aluno tem cerca de um ano para fazer a pesquisa e entregar o projeto que pode ser publicado", explica Maria Inês Santoro, coordenadora do programa de IC da USP, instituição que oferece o programa há 11 anos.

Ao entrar em contato com a linguagem e atribuições da IC, o estudante desenvolve ferramentas de aprendizado e vivência na prática novas áreas da_ profissão. "Além de aumentar conhecimento do aluno, a IC também tem o objetivo de formar futuros pesquisadores. Alguns dos estudantes que fazem a IC pegam gosto pela pesquisa e seguem a área acadêmica", diz a coordenadora.

No último ano do curso de psicologia, Natália Baptista, 24 anos, nunca imaginou em trabalhar no setor acadêmico. Hoje, a estudante está em sua terceira IC. "Desde o segundo ano da faculdade me dedico a pesquisa e pretendo trabalhar na área", conta. Para a estudante, a escolha do orientador é fundamental para o andamento do projeto, pois ele acompanha todo o trabalho", conta.

Para incentivar os estudantes, a universidade e outras instituições, como o CNPq e Fapesp, oferecem bolsas de cerca de R$ 390 mensais. A concorrência é grande, e é necessário passar por um processo seletivo criterioso e não ter vínculos empregatícios.