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Jundiaí Agora

De 27 bebês com microcefalia, ZIKA é responsável por três casos

Publicado em 22 janeiro 2018

Quase dois anos após o início da pesquisa na Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) com a finalidade de conhecer os efeitos do zika vírus em gestantes, 27 crianças nasceram com microcefalia. Os estudos comprovaram que em três casos o vírus foi o responsável pela anomalia (redução do tamanho do crânio).

A primeira fase do projeto terminou no mês passado. No total, 751 gestantes de alto risco estão participando. Até o momento já nasceram 728 bebês. Segundo nota da assessoria de imprensa da FMJ, dos casos em acompanhamento somente 54 (7,2%) apresentaram sintomas relacionados à doença. Destes, 6,8% deram positivo. “Até o momento, o estudo constatou 27 casos de microcefalia (3,7%). Três já têm comprovada relação direta com o zika. Os demais ainda estão sendo investigados”, afirma a nota. Existem casos em que a criança não tem microcefalia. Contudo, tem alterações no desenvolvimento neuropsicomotor.

O estudo será concluído em março de 2020 e é considerado inédito por estudar os dois grupos simultaneamente, ou seja, acompanhar a mãe durante a gestação e o feto (por meio de ultrassom) e depois acompanhar o desenvolvimento do bebê até os 4 anos de vida. As demais pesquisas realizadas estudam esses dois grupos em separado ou outras características que não estejam relacionadas à sequelas de uma mãe infectado na vida do bebê.

“O resultado irá beneficiar o mundo todo pelo fato de que existem diversas pesquisas no Brasil e no mundo, cada uma trabalhando em características diferentes do vírus zika. Juntas, as pesquisas conseguirão dar respostas para diversas questões que a ciência ainda não consegue responder e, assim, trabalhar a erradicação do vetor e das doenças causadas por ele, finaliza a nota.

JUNDIAÍ TEM 77 CASOS CONHECIDOS DE ACUMULADORES COMPULSIVOS

As pesquisas realizadas na Faculdade de Medicina de Jundiaí fazem parte de um projeto desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), iniciado em março de 2016, após aumento nos casos de microcefalia na cidade. Em abril do ano passado, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) liberou R$ 1.624 milhão para os trabalhos realizados em Jundiaí. A FMJ também investe no estudo. A Prefeitura colabora com o transporte de gestantes para realização de exames e distribuição de repelentes.