Pesquisadores da Unicamp, do Instituto D'Or de Ensino e Pesquisa e do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM) descobriram que as intersecções entre a esquizofrenia e a Covid-19 são mais comuns do que se imaginava. Eles encontraram que as proteínas associadas a eventos neurodegenerativos estão presentes no cérebro dos pacientes com Covid, o que também ocorre na esquizofrenia. A análise de proteínas dos cérebros de pacientes que morreram do coronavírus e de pessoas diagnosticadas com esquizofrenia mostrou que as duas doenças causam envelhecimento cerebral, influenciam sistemas neurotransmissores e comprometem a maquinaria de energia das células. A proteína associada à neurodegeneração observada em pessoas com esquizofrenia também foi encontrada em pessoas que morreram da Covid, o que é preocupante. A longo prazo, a comunicação entre neurônios prejudicada pode levar ao aparecimento de deficiências cognitivas e sintomas psiquiátricos. O estudo também revelou que a disfunção celular na Covid é semelhante à da esquizofrenia. Para os pesquisadores, o mapeamento de convergências entre as duas doenças abre caminhos para que, futuramente, os conhecimentos sobre Covid sejam utilizados em terapias relacionadas à esquizofrenia e vice-versa.
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