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Da saúde à agricultura, conheça trabalhos de bolsistas da Capes e do CNPq que fazem a diferença

Publicado em 01 outubro 2019

O portal GaúchaZH compilou inovações absorvidas pela sociedade a partir da pesquisa de laboratório financiada com o dinheiro público nas universidades brasileiras

Em 2011, houve na Alemanha um surto de intoxicações provocadas pela toxina de Shiga, resultando em 32 mortes. Essa toxina é liberada pela bactéria Escherichia coli, que pode estar presente em carnes mal passadas. É um tipo de infecção grave, para a qual não há tratamento. O que os médicos podem fazer é combater os sintomas. O problema é endêmico na Argentina, uma potencial ameaça ao sul do Brasil. Existe um temor também de seu uso para o bioterrorismo.

No Instituto Butantã, em São Paulo, uma bióloga de 33 anos conseguiu criar a partir de técnicas de engenharia genética um anticorpo sintético capaz de neutralizar a toxina – o que abre a perspectiva da primeira terapia eficiente para combater surtos futuros. A responsável pela proeza é Daniela Luz Hessel da Cunha, que fez toda sua carreira de pesquisadora, do mestrado ao pós-doutorado, com apoio de bolsas de pesquisa da Capes, do CNPq e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) – bolsas que estão sendo submetidas a cortes pelo Ministério da Educação (MEC).

Uma parte fundamental do trabalho foi realizada na Universidade de Toronto (Canadá), para onde Daniela foi como parte do seu doutorado. Lá, ela produziu uma biblioteca de anticorpos sintéticos com identidade humana – ou seja, que são reconhecidos como se fossem do nosso organismo, podendo ser usados para combater infecções.

Leia na íntegra: Gaúcha ZH