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Criadores do SOS Chuva recebem prêmio em SP

Publicado em 25 abril 2019

Nesta quinta-feira (25), equipe que criou o SOS Chuva receberá o Prêmio Péter Murányi 2019, edição Ciência & Tecnologia, durante cerimônia a ser realizada em São Paulo.

O projeto tem como objetivo fornecer informações que podem reduzir o impacto de enchentes, deslizamentos de terras e descargas elétricas, além de auxiliar a população com recomendações sobre o que fazer em alguns desses casos.

Gratuito e disponível em forma de aplicativo e site, o programa possibilita que as pessoas tenham conhecimento de eventos extremos e possam tomar as devidas providências para que o dano seja o menor possível.

Na vanguarda da ciência atmosférica, a plataforma disponibiliza a "previsão imediata", fator crucial para a identificação dos eventos meteorológicos e a definição de medidas preventivas. Trata-se de um serviço novo e de grande relevância para os profissionais da área e de órgãos como a Defesa Civil, pois pode identificar os acontecimentos localizados em bairros e ruas.

Acessível para qualquer um que tenha um smartphone, o app, criado em 2016, já foi instalado em mais de 186 mil dispositivos (iOS e Android) e possibilitou a visualização de aproximadamente quatro milhões de imagens de satélite ou radar.

O trabalho foi realizado pelos professores Luiz Augusto Machado e Luiz Eduardo Guarino, executado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), com participação das universidades de São Paulo (USP) e de Campinas (Unicamp) e com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Os finalistas

O desenvolvimento de um programa de melhoramento genético da aveia, permitindo o cultivo desse cereal em áreas do Sul do Brasil, ficou em segundo lugar no Prêmio Péter Murányi 2019. Iniciado em 2000 e coordenado pelos professores Luiz Carlos Federizzi e Marcelo Teixeira Pacheco, o projeto nasceu com objetivo de adaptar as sementes da aveia ao clima subtropical e tornando-as resistentes às pragas comuns em território nacional e que costumam inviabilizar as colheitas, tornando seu cultivo sustentável. Os resultados colhidos permitiram que o Brasil deixasse de ser um importador de aveia, para tornar-se um exportador.

O terceiro colocado foi um trabalho inédito que resultou no desenvolvimento de um medicamento cujo princípio ativo é constituído por plantas que fazem parte da biodiversidade brasileira. Coordenado pelo professor João Batista Calixto, a pesquisa deu origem ao medicamento mais prescrito entre os anti-inflamatórios tópicos, o Acheflan. O medicamento foi registrado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2004, e teve sua comercialização liberada em junho de 2005.

Por dentro do Prêmio Péter Murányi 2019

O Prêmio Péter Murányi é realizado anualmente, com temas que se alternam a cada edição: Saúde, Ciência & Tecnologia, Alimentação e Educação. Cada tema é revisitado a cada quatro anos. O valor total é de R$ 250 mil, divididos entre o vencedor (R$ 200 mil), o segundo colocado (R$ 30 mil) e o terceiro (R$ 20 mil).

A premiação conta com o apoio das seguintes entidades: ABC (Academia Brasileira de Ciências), Aconbras (Associação dos Cônsules no Brasil); Aciesp (Academia de Ciências do Estado de São Paulo); Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras); Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior); CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola); CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico); Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo); e SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).