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Cresce sobrevida de pacientes com Aids em São Paulo

Publicado em 27 abril 2012

O aumento na sobrevida de pacientes infectados com o vírus da Aids está mudando o perfil dessa doença no Estado de São Paulo, conforme aponta o estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e realizado por pesquisadores que atuam nas Faculdades de Medicina e de saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto de Saúde e da coordenação Estadual de DST/Aids, da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Dentre os principais resultados estão a redução da mortalidade por Aids em todo o Estado de São Paulo, devido à introdução do programa e da diminuição do numero de casos novos a partir de 1998. Além disso, aumentou o número de pessoas vivendo com doença nos últimos anos.

Por meio do estudo, foi possível identificar comunidades e segmentos populacionais, em áreas geográficas no estado que merecem uma atenção maior, com políticas públicas e intervenções especificas. Os pesquisadores também avaliaram o impacto da introdução dos antirretrovirais potentes no Estado de São Paulo desde 1996. Três indicadores epidemiológicos foram considerados: taxas de mortalidade, prevalência e de Aids.

O “Painel Paulista de Indicadores de Aids”, um dos resultado do projeto, permite a consulta de indicadores relativos a doença para cada um dos municípios paulistas, que foram classificados em sete grupos de acordo com o perfil epidemiológico da Aids.