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Covid-19: histórico de atividade física não muda prognóstico de caso grave

Publicado em 28 janeiro 2021

Estudos apontam que atividades físicas não interferem no prognóstico de casos graves de Covid-19. Por outro lado, ajudam a reduzir internações.

Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) com 200 pacientes internados com Covid-19 aponta que o histórico de atividade física não interfere no prognóstico de casos graves da doença. Os resultados da pesquisa vêm após a divulgação de um estudo em que foi averiguada a redução de 34,3% das internações de casos graves por pacientes com coronavírus que tinham histórico prévio de atividade física.

A nova pesquisa ressalta que a possibilidade de praticantes de exercícios desenvolverem casos graves é menor, mas, depois que a doença se agrava, o prognóstico de recuperação não muda. A proteção perde a efetividade e não diminui a média de tempo de internação nem a necessidade de ventilação mecânica ou de tratamento intensivo.

Bruno Gualano, autor da pesquisa, diz que o estudo serve como um sinal amarelo para a população que se exercita com regularidade e, por isso, acredita estar totalmente protegida. “Não encontramos diferença de prognóstico e desfecho da doença entre os pacientes graves mais ou menos ativos. Isso mostra que os benefícios da atividade física existem, mas aparentemente vão só até um ponto da gravidade da doença.”

Histórico de atividade física ajuda a reduzir casos graves e internações entre pacientes diagnosticados com Covid-19. Foto: Tiago Pestana/Shutterstock

Em outras palavras, obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e idade avançada são agravantes bem mais determinantes ns prognósticos clínicos de casos graves do que o histórico de atividade física. A pesquisa foi feita no Hospital das Clínicas (HC) da FM-USP e no Hospital de Campanha do Ibirapuera. Foram avaliados o histórico de exercícios físicos no trabalho, em esportes e em lazer de todos os pacientes participantes.

Os doentes avaliados na pesquisa apresentavam dificuldade para respirar (mais de 24 respirações por minuto), índice de saturação de oxigênio no organismo menor do que 93%, idade avançada, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, neoplasias, imunossupressão, tuberculose pulmonar e obesidade.

Fonte: Agência Fapesp

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