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COVID-19 Data Sharing/BR disponibiliza novos dados

Publicado em 23 fevereiro 2021

Por Elton Alisson, da Agência FAPESP

COVID-19 Data Sharing/BR disponibilizou uma nova carga de dados, depositados por instituições participantes do primeiro repositório de acesso aberto do país com informações demográficas e de exames clínicos e laboratoriais anonimizados de pacientes que fizeram algum exame relacionado à COVID-19.

A plataforma lançada em junho de 2020 por iniciativa da FAPESP em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) com o objetivo de subsidiar pesquisas científicas sobre a doença reúne, agora, dados anonimizados de 485 mil pacientes, aproximadamente 47 mil registros de desfecho e mais de 23 milhões de registros de exames clínicos e laboratoriais.

Os dados abrangem o período de novembro de 2019 a dezembro de 2020. Ainda que o primeiro caso da doença no Brasil tenha sido registrado em fevereiro de 2020, pelo Hospital Albert Einstein, o período de cobertura dos dados permite aos pesquisadores analisarem o histórico de saúde, bem como buscar evidências de sintomas da COVID-19 em pacientes atendidos anteriormente.

“Não se trata apenas de um aumento no volume de dados, o que seria esperado porque o período coberto é maior. Agora também há no repositório dados de mais duas instituições, o que permite ampliar o universo de estudos”, avalia Claudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e participante do projeto.

“Há maior diversidade de dados de desfecho, por exemplo. Esse novo conjunto de informações, agora, cobre todo o ano de 2020, desde o primeiro registro da doença no Brasil, permitindo aos pesquisadores entender melhor a evolução da COVID-19 e analisar as novas ‘ondas’ de casos no país”, avalia Medeiros.

A última carga de dados no repositório, feita em agosto de 2020, reunia informações de pacientes, dados de desfecho e exames clínicos e laboratoriais realizados em todo o país pelo Grupo Fleury, e na cidade de São Paulo pelos hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein. A nova carga reúne dados disponibilizados por essas instituições e também pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FM-USP) e pela BP – a Beneficência Portuguesa de São Paulo.

“Havia uma demanda por dados recentes no repositório. O aporte de dados feitos por essas novas instituições ampliou muito a variedade de informações disponíveis na plataforma e a cobertura temporal. Isso permitirá ampliar as pesquisas atuais e a realização de novos estudos mais abrangentes”, estima Medeiros.

As instituições participantes da plataforma disponibilizam, além das informações, infraestrutura, tecnologias e recursos humanos próprios para viabilizar o compartilhamento de dados.

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