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Câmara Municipal de São Paulo

Covid-19: Capital inicia vacinação de pessoas com 54 e 55 anos

Publicado em 17 junho 2021

Teve início nesta quinta-feira (17/6) a vacinação contra a Covid-19 na capital paulista de 290 mil pessoas com 54 e 55 anos de idade, seguindo o escalonamento do público por faixa etária. A medida visa evitar filas e aglomerações na rede de postos de imunização, oferecendo segurança e tranquilidade para o público e para as equipes de trabalho.

A medida é necessária pois, conforme a idade vai diminuindo, a população vai aumentando – a cidade de São Paulo contabiliza mais de 1,5 milhão de moradores com idade entre 50 e 57 anos.

Para atender a demanda, toda a rede de postos de vacinação se encontra em operação na capital. São mais de 600 locais espalhados pelo município. As pessoas podem buscar uma das 468 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ou as AMA/UBS Integradas, que funcionam inclusive aos sábados e feriados, das 7h às 19h.

Além destas unidades, os 17 SAEs (Serviços de Atenção Especializada), os mega postos com acesso a pedestres, os mais de 130 postos volantes, os 21 postos que operam exclusivamente em sistema drive-thru e a rede de farmácias parceiras da Secretaria Municipal da Saúde estão em operação das 8h às 17h, com a vacinação em primeira dose.

A recomendação é de que a busca pelo imunizante deva ocorrer de maneira gradual, pois todo o grupo que já se encontra elegível para receber a vacina tem a sua dose garantida. Não há necessidade de longas filas ou aglomerações nos postos de vacinação e, se a fila for inevitável, lembre-se de manter o distanciamento.

Importante destacar que a vacinação na capital segue tanto com as novas faixas etárias quanto com os grupos prioritários e com as pessoas com comorbidades, que podem ser vacinadas a partir dos 18 anos. Para facilitar a ida aos locais de imunização, a ferramenta De Olho na Fila traz a informação sobre a movimentação nos postos e facilita o deslocamento.

A Secretaria Municipal da Saúde também recomenda o preenchimento do pré-cadastro no site Vacina Já. Além disso, a apresentação do comprovante de residência na capital é obrigatória no ato da vacinação, bem como os documentos pessoais, preferencialmente CPF e o cartão SUS.

Por fim, os cuidados contra a Covid-19 devem ser mantidos mesmo após a aplicação da vacina, inclusive para quem já teve a doença, seguindo com o uso de máscara, higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel e distanciamento social.

A lista completa com todos os endereços dos locais de vacinação pode ser consultada na página Vacina Sampa.

Mais sobre o novo coronavírus 1

Segundo dados mais recentes sobre a pandemia do novo coronavírus publicados pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, nesta quinta-feira (17/6), a capital paulista contabilizava 32.202 vítimas da Covid-19. Havia, ainda, 1.228.948 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus.

Em relação ao sistema público de saúde da região metropolitana de São Paulo, a atualização mais recente destaca que, nesta quinta (17/6), a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes com Covid-19 é de 78,3%.

Considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus, o isolamento social na cidade de São Paulo, na última quarta-feira (16/6), foi de 38%.

Os dados são do Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população  e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Mais sobre o novo coronavírus 2

Segundo conclusões da primeira edição do boletim epidemiológico da Rede de Alertas das Variantes do SARS-CoV-2, há 19 variantes do novo coronavírus (SARS-CoV-2) circulantes no Estado de São Paulo, sendo que a P.1 (amazônica) predomina em 89,9% dos casos, seguida pela B.1.1.7 (Reino Unido), com 4,2%, e pela B.1.1.28 (que deu origem à amazônica), com 3,5%.

A Rede de Alertas das Variantes do SARS-CoV-2 é coordenada pelo Instituto Butantan e reúne laboratórios públicos e privados com o objetivo de identificar as linhagens do novo coronavírus em circulação no estado de São Paulo.

A partir de informações coletadas pela rede desde janeiro até a 21ª semana epidemiológica (que se encerrou em 29/05), foi possível concluir que no DRS (Departamento Regional de Saúde) da Grande São Paulo já foram identificadas 13 variantes diferentes; na DRS Sorocaba foram 8; e na DRS Campinas, 7 variantes diferentes.

Os dados foram obtidos a partir do sequenciamento genômico de uma parcela dos testes diagnósticos positivos realizados no Butantan e nas demais instituições parceiras: Hemocentro de Ribeirão Preto/FMRP-USP, Mendelics, FZEA-USP/Pirassununga, Centro de Genômica Funcional (ESALQ-USP)/Piracicaba, Faculdade de Ciências Agrônomas UNESP/Botucatu e FAMERP São José do Rio Preto. De janeiro até o fim de maio, foram sequenciados 4.812 (0,58%) genomas completos de 834.114 (39,2%) casos positivos.

No boletim, que vai ser semanal, é possível acompanhar as frequências absolutas e relativas das linhagens do SARS-CoV-2 por DRS, sua distribuição e a evolução temporal da incidência das diferentes cepas, bem como informações sobre o número de testes diagnósticos realizados por região, o número de amostras positivas e a porcentagem dos positivos que foram encaminhadas para o sequenciamento genômico.

A Rede de Alertas das Variantes do SARS-CoV-2 é um desdobramento da Rede de Laboratórios para Diagnóstico do Coronavírus SARS-CoV-2, gerida pelo Instituto Butantan e formada por 28 laboratórios públicos e um laboratório privado que atuam de forma colaborativa e organizada para entregar, em até 72h, os laudos aos pacientes com suspeita de Covid-19.

Além de gerenciar a rede, o Butantan a integra com dois laboratórios. A rede de diagnósticos está próxima de bater a marca de 4 milhões de exames desde o início da pandemia, sendo que, somente nos laboratórios do Butantan, já foram feitos mais de 1 milhão de exames RT-PCR.

Ações e Atitudes 1

Um estudo do HC (Hospital das Clínicas) da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), realizado pelo Instituto da Criança e do Adolescente, indicou presença de anticorpos no leite materno de colaboradoras lactantes do hospital imunizadas com a vacina Coronavac, do Instituto Butantan.

Foi observado que a segunda dose do imunizante fornece um incremento no nível de anticorpos das gestantes e, em algumas das colaboradoras, níveis altos de anticorpos contra a Covid-19 mantiveram-se no leite mesmo depois de alguns meses de amamentação.

O aleitamento materno oferece dupla proteção, primeiro por meio da placenta, com anticorpos da classe IGG – que têm um período mais curto de vida – e também pelo leite materno, com anticorpos da classe IGA, repostos com mais frequência em função do aleitamento constante. O leite materno é importante justamente porque carrega um grande repertório de anticorpos, acumulados ao longo da vida da gestante.

Segundo os pesquisadores, o que o estudo mostra é que essa vacina também se incorpora ao repertório materno e a mãe vai passando esse anticorpo várias vezes ao dia ao bebê. Eles apontam que esse anticorpo advindo do leite é muito interessante, porque tem uma ação fundamentalmente local, quase nada dele é absorvido. Sua ação é em todo o trato gastrointestinal do bebê.

Estudos equivalentes foram feitos em outros países, como Israel, EUA, e Espanha, mostrando que as vacinas Pfizer, Moderna e AstraZeneca também induzem anticorpos no leite – comprovando, assim, a eficácia da Coronavac.

Ações e Atitudes 2

Dados preliminares de estudos que estão monitorando fatores como saúde mental, qualidade de vida, reabilitação física, financeira e cognitiva de pacientes que sobreviveram à forma grave da Covid-19 apontam que a maioria dessas pessoas tende a apresentar sintomas prolongados ou sequelas da doença, condição que tem sido chamada de Covid longa ou subaguda.

A informação foi dada no seminário on-line “Long and post-acute COVID-19”, realizado no início de junho. O evento integra a série FAPESP COVID-19 Research Webinars, organizada pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) com apoio do GRC (Global Research Council).

No evento, cientistas do Brasil e dos Estados Unidos apresentaram resultados preliminares de estudos que estão desenvolvendo a respeito do impacto prolongado da Covid-19. No Brasil, 882 pacientes que estiveram internados no HC (Hospital das Clínicas) da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) estão tendo aspectos da vida pós-Covid monitorados por pesquisadores a fim de aprofundar o entendimento sobre a presença de sintomas da doença seis meses após a alta hospitalar. Todos os participantes do estudo tiveram a forma grave da doença, sendo que dois terços precisaram de atendimento em UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Com seis meses de análise, os pesquisadores observaram que é alta a ocorrência de sintomas após a alta hospitalar. Do total de pesquisados, 89,3% apresentaram sintomas persistentes, como cansaço, dores pelo corpo e dispneia. Além disso, 58,7% relataram pelo menos um sintoma emocional ou cognitivo, como perda de memória (42%), insônia (33%), concentração prejudicada (31%), ansiedade (28%) e depressão (22%).

Os autores do estudo apontam que esses sintomas estão todos inter-relacionados. Foi verificado, por exemplo, que uma pessoa que reclama de perda de memória também relata insônia, ansiedade e depressão.

Durante o estudo, foram realizadas entrevistas estruturadas com os pacientes, o que permitiu aos pesquisadores categorizar diagnósticos de transtornos psiquiátricos. Eles ressaltam que há uma variedade de transtornos entre esses pacientes e um índice similar de estresse pós-traumático (13,65%) em relação aos dados disponíveis sobre a população em geral. No entanto, foram encontrados índices altos de alucinações (8,71%) e delírios (6,35%).

Também foi pedido que os participantes realizassem tarefas cognitivas. Em comparação com a média brasileira, esses pacientes tiveram um resultado pior, especialmente entre os que tinham entre 60 e 75 anos. Já nos testes que analisaram fluência verbal, não houve diferença entre os pacientes e a população brasileira em geral. De acordo com os autores, isso mostra que, provavelmente, o déficit causado pela Covid-19 não é uniforme, uma vez que algumas áreas da cognição devem apresentar mais déficits que outras.

Outro estudo que também está sendo realizado no Brasil e que envolve mais de 55 centros de pesquisa pretende investigar as consequências de longo prazo da Covid-19 na qualidade de vida de cerca de mil indivíduos adultos que foram hospitalizados.

Os dados preliminares mostram que seis meses após a alta hospitalar a mortalidade é alta (6,9%), e a re-hospitalização, comum (16%). Entre os pacientes que fizeram uso de ventilação mecânica, esses dados são maiores: 24% morreram seis meses depois da alta hospitalar, contra 2% dos que não precisaram de ventilação mecânica. Em relação à re-hospitalização, ela foi de 40% contra 10% em relação à ventilação mecânica. Os pesquisadores afirmam, que são diferenças estatísticas significativas, mesmo após o ajuste de covariantes como idade e comorbidades.

Foi observada ainda perda de funções físicas importantes para a realização de atividades do dia a dia. Por exemplo, houve piora acentuada nos primeiros três meses, apresentando relativa melhora até o sexto. No entanto, entre os pacientes que utilizaram ventilação mecânica, mesmo após seis meses de alta, eles ainda não tinham atingido os mesmos patamares de antes da Covid-19.

Um estudo semelhante, realizado com pacientes norte-americanos, vai monitorar por seis meses 1.500 sobreviventes da Covid-19. O intuito é acompanhar variações na saúde cardiopulmonar e mental, bem como questões socioeconômicas.

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavívus

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

DANIEL MONTEIRO
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