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COVID-19 | Aplicativo de jogos monitora saúde de idosos e avisa familiares

Publicado em 01 julho 2020

Na última segunda-feira (29), foi anunciado que um aplicativo de jogos para idosos chamado “Cérebro Ativo”, feito com apoio do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), que será utilizado para monitorar a saúde dos usuários em isolamento social. Esse projeto, conduzido pela empresa paulista ISGAME, em São Paulo, foi selecionado em um edital cuja proposta é apoiar o desenvolvimento de produtos, serviços ou processos criados por startups e pequenas empresas de base tecnológica no estado de São Paulo, voltados à luta contra a COVID-19.

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A ideia é funcionar por meio de uma pulseira ou de um relógio conectados ao aplicativo e registrar os batimentos cardíacos e o número de passos dados em casa pelo usuário ou outras informações. Assim, o app gera um relatório com base nesses dados coletados, com a intenção de avisar um familiar ou uma equipe médica. Na prática, o perfil de cada usuário será analisado por meio de inteligência artificial para monitorar alterações de comportamento. Os criadores argumentam que o app seguirá a Lei Geral de Proteção de Dados.

Aplicativo de jogos monitora saúde de idosos, faz perguntas sobre o emocional e avisa familiares e médicos

Outra ideia do projeto é que o usuário responda perguntas e faça uma autoavaliação de sua saúde, tendo como foco energia/disposição, ansiedade, irritação, depressão e tristeza. As perguntas serão escolhidas por ferramentas artificiais embarcadas no game. Antes de entrar na fase comercial, o aplicativo “Cérebro Ativo” será testado por 80 idosos que fizeram parte das outras fases de desenvolvimento do aplicativo.

Vale ressaltar que a empresa também está tentando fechar parcerias para que as pulseiras ou relógios que serão utilizados no processo de monitoramento dos indicadores de saúde tenham baixo custo. A proposta é que o aplicativo seja gratuito. Neste caso, o usuário vai ter acesso a um número limitado de funcionalidades. Para ter acesso ao monitoramento dos dados de saúde e aos módulos mais complexos, como os que estimulam a interação social entre as pessoas de forma remota, será cobrada uma assinatura mensal.