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Covas condena greve e afirma que teto já devia estar definido

Publicado em 26 fevereiro 2000

O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), considerou "uma barbaridade" a possibilidade de os juizes entrarem em greve na segunda-feira. "Posso entender a reivindicação de aumento salarial, mas o Judiciário, a polícia essas instituições não podem parar", disse. O governador esteve sexta-feira em Brasília para apresentar ao presidente Fernando Henrique Cardoso o projeto Genoma Xylella, que decifrou o código genético da bactéria causadora do amarelinho, doença que atinge plantas cítricas. Em entrevista na saída do Palácio da Alvorada, Covas disse que a indefinição dos Três Poderes sobre o teto salarial - um dos motivos da possível greve dos juizes - também está sendo prejudicial aos Estados e municípios. "Essa indefinição atrasa o projeto que está na Câmara, que define os subtetos dos Estados e municípios", disse. "O teto tem de ser definido porque interessa a toda a Nação e só então poderão ser fixados os subtetos." O governador, que na quinta-feira deu entrada no Supremo Tribunal Federal (STF) em processos contra os governos da Bahia e Paraná por conta da guerra fiscal, reafirmou que "muito provavelmente" poderá entrar com ações contra outros Estados. O governador respondeu lacônico à afirmação do presidente do Senado, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), de que iria entrar também com uma ação contra as sobretaxas dos produtos paulistas. "Ele vai entrar contra São Paulo? Então, tá bom", comentou. (Liege Albuquerque).