Notícia

Gazeta Mercantil

Cosigua obtém recursos

Publicado em 15 agosto 1995

Por Marco Antônio Monteiro - do Rio
O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Lourival Mônaco, assinou ontem, contrato de concessão de linha de crédito no valor de US$ 27 milhões para a Companhia Siderúrgica Guanabara (Cosigua), a ser utilizada em projetos de pesquisa aplicada nas áreas de aciaria, laminação e meio ambiente da empresa. A solenidade, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), contou com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, José Israel Vargas, que na ocasião também assinou portaria que prevê a concessão de incentivos fiscais de R$ 1 milhão para que a Cosigua invista R$ 4,08 milhões em desenvolvimento tecnológico, no prazo máximo de cinco anos. Este incentivo faz parte do Programa Federal de Incentivos Fiscais ao Desenvolvimento Tecnológico do MCT. Os investimentos da Cosigua (maior siderúrgica do grupo Gerdau, responsável pela produção anual de 1,2 milhão de toneladas de aço e 1,1 milhão de laminados) nos projetos de pesquisa aplicada totalizam US$ 30 milhões, dos quais US$ 3 milhões serão efetivados com recursos próprios, informou o presidente do grupo Gerdau,Jorge Gerdau Johannpeter. O presidente da Finep explicou que parte financiada será liberada no prazo de dois anos, de acordo com as etapas de desenvolvimento do projeto. A Cosigua terá prazo de pagamento de seis anos, com correção pela TJLP e juros de 6% ao ano. O ministro Israel Vargas informou que a meta do governo federal é duplicar, até 1999, os investimentos da iniciativa privada em ciência e tecnologia, que atualmente correspondem a 0,7% do PIB, aproximadamente R$ 3,5 bilhões. "Queremos chegar a 1,5% do PIB, o que representará algo entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões", ressaltou, acrescentando que o programa de incentivos fiscais do governo federal já conta com a participação de trezentas empresas dos setores industrial, agropecuário e de informática, que investiram em desenvolvimento tecnológico cerca de R$ 1 bilhão. Desse total, disse o ministro, a renúncia fiscal do governo é de R$ 440 milhões.