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Corte de árvores históricas leva alerta à rua Anchieta

Publicado em 14 outubro 2009

Por José Arnaldo de Oliveira

Desde o começo de outubro, a Secretaria de Serviços Públicos está retirando aos poucos, nos fins de semana e no período noturno, 15 das 81 árvores do "túnel verde" da rua Anchieta. Mas polêmicas fizeram o assunto estar na pauta desta quarta-feira de reunião do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), às 16h na prefeitura.

"Vamos analisar o caso, mas parece que existem os laudos da prefeitura. Entretanto, qualquer evidência de abuso pode levar a uma moção de repúdio", afirma Fábio Storari, presidente do conselho.

Em reportagem da TV TEM, o engenheiro Flávio Gramolelli Júnior levantou dúvidas sobre o corte de árvore frontal à construção de edifício na esquina das ruas Anchieta e Onze de Junho. A construtora Santa Ângela informou que não interferiu no processo.

A avaliação do estado fitossanitário das árvores da rua foi feito pelos engenheiros agrônomos Marcelo Crestana e José Flávio Crestana e pelo biólogo Eder Flávio Rede - identificando 69 espécies de tipuana tipu, 10 de caesalpinia peltophoroides (sibipiruna), uma bauhinia variegata (pata de vaca) e uma ficus bajamina. A coordenação dos trabalhos foi dos engenheiros agrônomos da Secretaria de Serviços Públicos, Carlos Alberto de Moraes e Renato Steck.

Inclinação e fungos causam derrubadas

A inclinação excessiva de algumas árvores e a proliferação de fungos que apodrecem raízes, foram as causas apontadas para a retirada das árvores escolhidas. O secretário de Serviços Públicos, Walter da Costa e Silva Filho diz que os laudos foram apresentados ao promotor do meio ambiente, Claudemir Batallini.

O engenheiro agrônomo Renato Steck diz que as árvores que apresentam algum tipo de patologia (cupins e fungos) terão tratamento específico curativo.

Produtores de uva são entrevistados

Na área rural, o Instituto de Economia Agrícola entrevistou 284 produtores de uva de Jundiaí para o projeto Pró-Vinho, que tem apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O objetivo é conhecer todos elos da cadeia agrícola (produtor, canais utilizados, consumidor final, etc). Outros 61 produtores de Jarinu também participam do projeto.