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Coronavírus: Últimas notícias e o que sabemos até esta segunda-feira (22)

Publicado em 22 junho 2020

Os números do novo coronavírus continuam avançando no Brasil. Neste final de semana, o país superou a marca de 50 mil mortos pela covid-19, e segue como o segundo na lista de países com mais casos e mortes em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A marca fez o jornal britânico The Times incluir o Brasil na lista de países a serem evitados devido à pandemia.

Durante a coletiva de hoje, Michael Ryan, diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS (Organização Mundial de Saúde), abordou a situação do Brasil diante da pandemia e citou dificuldade no rastreamento dos números do país.

"Havia uma alteração de como os dados eram relatados, mas se olharmos os casos em junho, eles se estabilizaram com uma redução aos finais de semana. Não sabemos se os dados recentes são artificiais ou a qual período estão associados. Precisamos entender como os testes estão sendo realizados e relatados", afirmou.

RJ troca novamente secretário de Saúde

Em meio à crise, o Rio de Janeiro perdeu seu segundo secretário estadual de Saúde. Fernando Ferry anunciou hoje a sua saída pouco mais de um mês no cargo. Em um vídeo, Ferry não entrou em detalhes sobre os motivos de sua saída, apenas disse que tentou "resolver os graves problemas" enfrentados em meio à pandemia do novo coronavírus. Quem assume o cargo é o coronel médico do Corpo de Bombeiros, Alex Bousquet.

Hoje, o estado iniciou mais uma etapa da flexibilização das medidas de restrição impostas em meados de março para conter a pandemia do novo coronavírus com a retomada do transporte intermunicipal.

Bolsonaro enfraquece ministério, diz Teich

Os números do novo coronavírus continuam avançando no Brasil. Neste final de semana, o país superou a marca de 50 mil mortos pela covid-19, e segue como o segundo na lista de países com mais casos e mortes em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

O ex-ministro da Saúde, Neslon Teich, vê a pasta enfraquecida durante a pandemia devido ao estilo de governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "O presidente sempre deixou claro qual a forma dele liderar e governar. Isso a gente vê nos comentários que ele fez. Quando você não é percebido como liderança, isso enfraquece. Até quando você se relaciona com estados, municípios, parlamento, a percepção de uma não-liderança real, ela enfraquece", disse ao participar do UOL Entrevista.

Teich comentou, entre outros assuntos, a sugestão do presidente para invadir hospitais durante a pandemia. Para Teich, foi apenas "uma forma de falar".

Estudos: dúvida sobre duração de imunidade e teste com voz

Os níveis de anticorpos encontrados em pacientes recuperados da covid-19 diminuíram rapidamente dois a três meses após a infecção em pacientes sintomáticos e assintomáticos, de acordo com um estudo chinês, o que cria dúvidas a respeito da duração da imunidade contra o novo coronavírus. Muitos países avaliam permitir que pessoas que tiveram um exame de anticorpos positivo circulem com mais liberdade do que as que não tiveram. O estudo aponta riscos para essa liberação.

Outro estudo vem tentando usar a voz como parâmetro para reconhecer pessoas que estejam com a covid-19. Por meio da análise da fala, pesquisadores apoiados pela Fapesp pretendem detectar a insuficiência respiratória, um dos principais sintomas da doença, e identificar mais rapidamente casos suspeitos.

Já o laboratório de genômica Mendelics, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, ambos de São Paulo, está desenvolvendo um teste molecular rápido para poder detectar o vírus Sars-CoV-2. O kit está em estágio avançado de desenvolvimento na UFG (Universidade Federal de Goiás). O exame baseia-se na técnica RT-Lamp, sigla para transcrição reversa seguida por amplificação isotérmica mediada por alça.

Suécia é 2º país na Europa em casos por habitantes

A Suécia virou motivo de exemplo para o presidente Jair Bolsonaro ao optar por não aplicar quarentena no combate à disseminação do novo coronavírus. Hoje, no entanto, o país se tornou o segundo em casos por 100.000 habitantes da Europa, enquanto seus vizinhos que se isolaram já vivenciam a desaceleração da doença.

Espanha decide nesta semana entrada de estrangeiros

A Espanha decidirá nesta semana quais turistas de fora da Europa poderão entrar no país, uma vez que os países da União Europeia voltaram a receber viajantes de nações vizinhas na tentativa de ressuscitar a indústria do turismo, duramente atingida pelo isolamento durante a pandemia do novo coronavírus, disse um ministro. A Espanha é a segunda nação mais visitada do mundo, e cerca de um de cada cinco de seus 80 milhões de visitantes anuais vem do Reino Unido.

Já Dubai, nos Emirados Árabes, permitirá a entrada de visitantes estrangeiros a partir de 7 de julho, enquanto estrangeiros com visto de residência poderão entrar a partir de 22 de junho, informou o Dubai Media Office no domingo.

África dobra nº de casos em menos de um mês

A pandemia do coronavírus ganha cada vez mais força na África. Hoje, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que o continente chegou a marca de 303.371 infecções e 7.999 mortes por covid-19. Apesar de ter um número de casos menor que outros países, o avanço rápido das contaminações preocupa autoridades de saúde locais e mundiais.

Política que dá dinheiro de graça funcionaria no Brasil?

Especialistas ouvidos pelo UOL comentam se adotar uma política econômica chamada "dinheiro de helicóptero" seria eficiente devido às consequências sociais e financeiras da crise do novo coronavírus. O plano consiste em distribuir dinheiro para todo mundo, sem nenhuma obrigação ou contrapartida, como forma de estimular novamente a demanda e dar segurança às pessoas para ficarem em casa quando necessário.

Com a economia do Brasil caminhando para uma queda de cerca de 7% em 2020 e uma inflação por falta de consumo, o dinheiro de helicóptero poderia ser utilizado pelo governo para estimular a atividade econômica, segundo economistas.