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Coronavírus nos esgotos: um aviso profundo

Publicado em 01 julho 2021

Em março de 2020, um artigo escrito por pesquisadores do KWR Water Research Institute em Nieuwegein, Holanda, relatou a detecção de fragmentos de RNA SARS-CoV-2 em amostras de águas residuais de Amsterdã e cinco locais. , engenheiros ambientais e bioquímicos de todo o Brasil para buscar linhas do coronavírus que causa COVID-19 no sistema nacional de esgoto.

“A descoberta de que fragmentos sars-cov-2 estão sendo removidos das fezes humanas tem atraído a atenção de quem já estava rastreando outros vírus e bactérias em águas residuais”, diz a biomédica Maria Inês Zanoli Sato, diretora da área ambiental da Companhia. Decomposição da Pesquisa Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A estatal iniciou a busca pelo patógeno na primeira semana de abril do ano passado, quase ao mesmo tempo, pinturas semelhantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, e da Universidade Federal. de Minas Gerais (UFMG) fez o mesmo em Belo Horizonte e componente da cidade. Vizinho da contagem.

Em São Paulo, muito antes da pandemia, o monitoramento ambiental do fluxo de patógenos em águas residuais já estava em vigor na Cetesb, mas a vigilância tem se concentrado em vírus como poliomielite e bactérias como a Vibrio cholerae, a causa da cólera, com o objetivo de atuar como sentinela e alertar o governo sobre a aptidão e a aptidão pública da presença e graus de concentração de agentes infecciosos nos rios , barragens, córregos, na fórmula do esgoto e em suas estações de tratamento. A vigilância coronavírus foi iniciada por meio de coletas semanais nas cinco principais estações de tratamento. na região metropolitana de São Paulo. ” Assim que começamos a rastrear, já detectamos graus máximos de SARS-CoV-2 em águas residuais, mesmo com casos oficiais muito baixos, indicando subnotificação imaginável”, lembra Sato.

Com o tempo, a Cetesb estendeu o raio de captação para as regiões mais vulneráveis da Grande São Paulo, para investigar a concentração do coronavírus em espaços sem coleta ou remediação de esgoto, e depois em localidades do litoral e do interior do Expresso.

Uma tarefa de curto prazo da Agência do Meio Ambiente é comparar a concentração de SARS-CoV-2 em tewater em dois municípios paulistas cuja população adulta foi absolutamente imunizada como componente de estudos clínicos para verificar a eficácia das vacinas contra o coronavírus. “Será vital monitorar o hábito viral de RNA nos esgotos de Serrana e Botucatu”, diz a biomédica. Na primeira cidade, a população foi vacinada com CoronaVac, que utiliza o vírus inativado -2. O agente imunizante da AstraZeneca, que usa alguma outra tecnologia, o vetor viral, que usa DNA de adenovírus chimpanzé contendo genes para a proteína complexa SARS-CoV-2).

Em Niterói, medidas tomadas na fórmula do esgoto no início da pandemia revelaram uma concentração muito alta de RNA SARS-CoV-2 no distrito de Boa Esperança, antes mesmo dos primeiros pacientes covid-19 serem confirmados na região. “O serviço municipal de fitness não tinha notificações de casos na área, uma equipe de médicos do círculo de parentes visitou a rede para verificar a população, isolar casos positivos e acompanhar seus contatos”, conta Marize Pereira Miagostovich, chefe do serviço de fitness. de Virologia Comparativa e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (COI/Fiocruz). “Através dessa vigilância, estamos ajudando a engajar a propagação da pandemia nesta região. “

O município do Rio de Janeiro possui uma fórmula de esgoto que atinge mais de 90% de sua participação de um milhão de habitantes. Atualmente, a equipe da Fiocruz, em parceria com a administração local, coleta e analisa quinzenalmente as amostras de águas residuais não cozidas de 8 estações de tratamento de águas residuais do município. O conhecimento da pesquisa é publicado quinzenalmente em boletins informativos feitos para serem entregues à população por meio de um aplicativo celular. “Os demais habitantes de Niterói têm acesso aos efeitos de nossas pinturas, bem como ao conhecimento máximo não incomum sobre a pandemia na localidade, como o número de casos, internações e óbitos”, explica miagostovich.

A microbiologista Juliana Calábria, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG, e outros pesquisadores decidiram, em uma iniciativa conjunta com a Agência Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA), levar o crédito por uma aliança com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais. ) e o plano universitário de monitorar a presença do coronavírus em Belo Horizonte e Contagem; o Laboratório de Microbiologia de Água e Esgoto foi fornecido para a realização de análises biomoleculares, acrescentando a identidade e quantificação do RNA viral, com o apoio de outros órgãos estaduais. , as pinturas começaram em abril do ano passado em 17 edições de coleta nos dois locais de Minas Gerais.

“Inicialmente, duvidamos que o esgoto infectado poderia ser apenas um meio de transmissão do Covid-19. Felizmente, descobrimos fragmentos de SARS-CoV-2 exclusivamente em resíduos, o que torna o coronavírus inofensivo”, explica Calábria. “As tentativas de crescimento do SARS-CoV-2 a partir de amostras de águas residuais falharam e apoiaram o conceito de que o esgoto é uma ameaça, mas uma ferramenta para rastrear o fluxo do vírus na comunidade. comunidade.

Durante um ano, a iniciativa foi realizada como atribuição piloto e publicou 34 anúncios contendo conhecimento sobre a concentração do vírus em outras partes da capital mineira. “Soube-se que o acúmulo na carga viral de RNA na água de Belo Horizonte vem vários dias antes do acúmulo no número de casos notificados na cidade”, explica o microbiologista. Podemos usar essa vigilância como uma ferramenta de precaução precoce. É como se fosse um controle indireto e extensivo das pessoas.

Após um ano de alocação de pilotos, a iniciativa foi estendida, em abril de 2021, para três regiões do país e deu origem à Rede de Monitoramento de Drenos de Covid. Além de Belo Horizonte, a rede passa a incluir capitais como Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Distrito Federal, todas com o mesmo método desenvolvido na capital mineira. A alocação no ponto nacional é financiada por meio da ANA, em colaboração com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Na esteira dos pioneiros, outros pesquisadores se juntaram à equipe nacional de pesquisa de fitness. Em meados de maio de 2020, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) do Rio Grande do Sul convocou a equipe da virologista Caroline Rigotto, da Universidade Feevale de Novo Hamburgo, para enfatizar a vigilância epidemiológica do coronavírus no abastecimento de água de nascente, corpos de água fortemente impactados pelo efluentes domésticos , plantas de remediação e efluentes de hospitais gigantes da região metropolitana de Porto Alegre.

Com o entendimento global imediato, apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus tem se degradado suavemente no meio ambiente, adicionando através do contato com cloro, água potável deserta e concentrada exclusivamente em te água. Ao longo dos meses, a coleção se expandiu. para mais municípios e tem preocupado outras instituições públicas.

Rigotto está em contato comum com seus colegas que fazem pinturas semelhantes em outras partes do país e no exterior. “Fazemos parte de uma pintura em rede de laboratórios de rastreamento de águas residuais sars-CoV-2 que foi criada através da Organização Pan-Americana da Saúde [OPAS]. Em breve, a organização publicará um protocolo para padronizar o método utilizado para esse fim em todos os países do continente”, diz Rigotto.

Alguns estudiosos tiveram que substituir a direção de seus estudos para contribuir com os esforços para monitorar a proliferação do novo coronavírus em efluentes, é o caso de Rodrigo Bueno, coordenador do curso de engenharia ambiental e urbana da Universidade Federal do ABC (UFABC), em Santo André (SP). “Meu domínio de especialização é o tratamento da água, mas com a pandemia eu substituí a direção”, diz Bueno. UFABC publicou editais de estudos voltados ao combate ao Covid-19 e o engenheiro apresentou um projeto, com colegas das áreas de epidemiologia, medicina veterinária, biologia e química, para monitorar o SARS-CoV-2 na fórmula de esgoto da região do ABC. Paulista.

Uma vez aprovada a iniciativa, surgiu uma primeira dificuldade: como o layout do laboratório da universidade não era bom o suficiente para identificar o coronavírus em amostras ambientais, Bueno teve que se casar com colegas da Faculdade de Medicina do ABC e outras equipes de estudo para padronizar o método de coleta. e concentração de amostras para detecção de sars. CoV-2.

Desde julho do ano passado, a coleta de amostras começou a ser realizada semanalmente em cinco edições do ABC Paulista, dois locais são estações de tratamento de águas residuais que atendem populações gigantes, os outros três estão em espaços que obtêm resíduos de apenas algumas centenas de pessoas. Segundo Bueno, essa diferença no perfil dos cinco tópicos da amostra diversifica o conhecimento e enriquece os resultados.

Bueno pediu ao MCTI, ao Ministério da Saúde (MS) e ao CNPq investimentos para lançar uma edição mais poderosa fisicamente do trabalho de vigilância, entre mais de 2 mil pedidos de combate à pandemia, a comissão da UFABC foi selecionada entre as 90 aprovadas. A equipe coordenada através do pesquisador ganhou cerca de R$ 1 milhão, que foi usado para adquirir ultrasoilladores, centrífugas, kits e materiais de biologia molecular e para a concepção do laboratório da UFABC.

No entanto, ainda não havia recursos suficientes para adquirir o dispositivo necessário para realizar testes de PCR em tempo real, que detectam a presença do vírus em amostras, e para obter kits de cebola de tropeço específicos do coronavírus. com a Fundação Parque Tecnológico Itaipu, no Paraná, tornou imaginável triunfar sobre essas limitações. “Em troca da assistência monetária de Itaipu, a UFABC começou a rastrear as águas residuais de Foz do Iguaçu e da usina de Itaipu”, explica. um laboratório de biologia molecular moderno e completo focado no campo ambiental.

* Este artigo foi republicado na página online da Revista Pesquisa Fapesp sob uma licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o artigo original aqui [https://revistapesquisa.fapesp.br/alerta-das-profundezas/].

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