Notícia

Confap - Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa

Cooperação internacional pauta debates do fórum de CeT e FAPs

Publicado em 07 dezembro 2011

Por Bianca Torreão

A discussão em torno da internacionalização da ciência brasileira conduziu os debates da programação do fórum Consecti/Confap

Em entrevista ao Gestão CeT online, o presidente do Confap, Mario Neto Borges, lembrou que iniciativas do governo federal, como o recém-lançado Programa Ciência sem Fronteiras, são baseadas no mesmo princípio pelo qual as FAPs dos Estados têm procurado fazer parcerias internacionais: a ideia de elevar a ciência brasileira para o padrão internacional.

"Na medida em que você associa pesquisadores brasileiros com pesquisadores de diversos países, evidentemente contribuímos para que a nossa produção internacional cresça não só em quantidade, mas em qualidade, que é a principal razão desse nosso esforço que estamos fazendo aqui em Manaus para conseguir essa agenda internacional", destacou.

Durante o encontro, foram apresentados os desdobramentos de uma missão internacional que visitou instituições de pesquisa francesas e contou com a participação de diversas FAPs. Como resultado, outros países já buscam uma aproximação com o Brasil. Um dos exemplos é a Bélgica, que enviou representantes para o fórum conjunto. "A partir desse primeiro contato, já começamos a falar sobre áreas de interesse comum, em como processar a aproximação das instituições brasileiras e belgas", afirmou.

O Canadá também foi representado no fórum. O país, que já é parceiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), decidiu ampliar a sua cooperação com o Brasil. "Tivemos então algumas negociações e poderemos assinar uma carta de intenções preliminar para trabalhar com o Canadá. O foco será mais na inovação tecnológica", disse.

Fundação Bill e Melinda Gates

No caso dos EUA, a parceria é debatida com a Fundação Bill e Melinda Gates, que financia pesquisas de ponta. As discussões vem ocorrendo desde fevereiro, quando foi apresentado ao Confap pela primeira vez o Programa Grand Challenges Explorations. A iniciativa lança chamadas para o mundo inteiro e, de acordo com Borges, o Brasil tinha tido até então uma participação muito tímida comparada ao potencial de produção científica que o país possui. Hoje, a participação do Brasil é de 0,8% nas chamadas da fundação.

"Precisamos ampliar isso. Há um interesse da fundação no país por duas razões: primeiro porque temos alguns desafios na área de saúde que eles estão procurando apoiar e resolver e também pela possibilidade de nós fazermos uma ponte para a ligação sul-sul entre a América Latina e a África, com o potencial de pesquisa que o Brasil tem hoje em solução de problemas de doenças negligenciadas", ressaltou.