Notícia

JC e-mail

Convênio para Rede de Malária deve ser assinado até 12 de setembro

Publicado em 01 setembro 2008

Proposta pela Fapeam, parceria é a primeira ação conjunta entre FAPs no fomento à pesquisa de alto nível

 

As Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) do Amazonas (Fapeam), Pará (Fapespa), Maranhão (Fapema), São Paulo (Fapesp) e Minas Gerais (Fapemig) devem assinar, até 12 de setembro, o termo de convênio que vai permitir um trabalho inédito no Brasil em rede, visando a pesquisa em malária nos estados participantes.

Reunidos no Salão Van Gogh do Da Vinci Hotel, os representantes das FAPs destes estados, a exceção de Minas Gerais e São Paulo, optaram por um diálogo que vai permitir uma organização ampla e paulatina da parceria.

Na tarde desta sexta-feira, eles definiram as linhas básicas que devem nortear as ações dos estados membros da rede. “O programa possui alguns momentos bem definidos, mas o convênio é que irá sustentar tudo que será feito”, asseverou Odenildo Sena, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e atual presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

Além do convênio, a partir desta reunião, as FAPs começam a trabalhar no sentido de elaborar o Termo de Referência do Programa – o documento que conterá a pré-proposta de funcionamento da rede a partir do recolhimento sistematizado do que os estados conveniados esperam em termos de pesquisa em malária. “Precisamos cientificar os parceiros acerca da idéia e abrir para a possibilidade de que outras fundações venham igualmente a aderir”, pontuou Sena.

Ainda neste momento, estará sendo elaborado o roteiro contendo os formulários para os pré-projetos de pesquisa a serem apresentados após o lançamento do edital. Cada FAP conveniada vai indicar dois pesquisadores por estado para integrar a rede.

Segundo a diretora técnico-científica da Fapeam, Elisabete Brocki, estes pré-projetos serão conhecidos num segundo momento, em que as instituições se reunirão novamente num workshop para aprovação do edital do programa. “Nesta fase nós aprovaremos o edital e negociaremos as pré-propostas dos estados, que já devem trazer orçamentos globais”, disse Brocki.

Visando a construção da rede a partir de um processo que permita o diálogo democrático entre os estados, as negociações serão mediadas por um membro neutro; um profissional não ligado a nenhum dos conveniados à rede.

Divulgação

Após esse processo, a rede de malária terá um lançamento conjunto, a fim de que se inicie, de fato, a recepção de projetos com avaliação, julgamento e publicação de resultados.

Para o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (Fapema), Sofiane Labidi, é preciso destacar que é a primeira vez que se constrói um trabalho de parceria desta natureza entre as FAPs. “A malária é uma doença que precisa, além de prevenção, de pesquisa, e pesquisa séria, que permita a emergência de resultados substanciais”.

Já o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará (Fapespa), Ubiratan Bezerra, acredita que, dado à realidade de poucos pesquisadores e de poucos recursos nos estados para a pesquisa em malária, a rede é uma grande oportunidade de fomento aos estudos, até porque conta com a possibilidade de adesão de outras FAPs.

(Assessoria de Comunicação da Fapeam)