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Convênio incentiva pesquisa em biopolímeros

Publicado em 28 fevereiro 2008

FAPESP e Braskem anunciaram no dia 27 de fevereiro, investimento de R$ 50 milhões em pesquisa científica e tecnológica na utilização de matérias-primas renováveis para a obtenção de polímeros verdes.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Braskem assinaram hoje (27/12), um convênio de cooperação para incentivar o avanço do conhecimento na obtenção de polímeros - utilizados na produção de plásticos - a partir de matérias-primas renováveis da cadeia produtiva de biocombustíveis. O acordo prevê investimento total de R$ 50 milhões, divididos igualmente entre a FAPESP e a Braskem ao longo de 5 anos.

Presente à cerimônia de assinatura, o governador José Serra destacou o papel da FAPESP na produção de ciência e também de tecnologia no estado de São Paulo. Sobre as pesquisas com vistas a aplicações previstas pelo acordo, afirmou que "a substituição de produtos de origem fóssil tem grande importância para o meio ambiente. Cerca de 46% da energia consumida no país já é renovável e devemos contribuir para ampliar ainda mais esta margem".

Na abertura, o presidente da FAPESP, Celso Lafer, destacou o acordo pelo que ele representa em termos de convergência e cooperação entre os setores público e privado. "É importante realçar a dimensão dessa parceria para a matriz energética e para o desenvolvimento sustentável do país", disse.

"Ao lado da formação de recursos humanos e do apoio à pesquisa acadêmica, é parte fundamental da estratégia da FAPESP apoiar projetos de pesquisa exploratória em regime de co-financiamento com empresas. O convênio FAPESP-Braskem abre mais uma possibilidade para isto, em temas relacionados à alcoolquímica", afirmou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. Segundo ele, com o apoio aos projetos selecionados pela chamada pública de propostas "ao mesmo tempo em que se intensifica a pesquisa acadêmica nos temas do convênio, cria-se conhecimento que contribuirá para a competitividade da empresa".

Segundo José Carlos Grubisich, presidente da Braskem, "a parceria está alinhada com a estratégia da companhia de melhoria de competitividade e de criação de valor por meio da tecnologia e inovação. Além disso, reforça o seu compromisso em promover o desenvolvimento sustentável, em sintonia com as aspirações da sociedade em prol de iniciativas que contribuam concretamente para a redução do efeito estufa".

Estiveram ainda presentes à cerimônia na sede da FAPESP o secretário de Ensino Superior Carlos Vogt e o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Alberto Goldman.

Seleção de projetos e temas de interesse - Os projetos de pesquisa financiados no âmbito do convênio serão desenvolvidos conjuntamente por pesquisadores de universidades e institutos de pesquisa do estado de São Paulo e da Braskem, nos termos do Programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), da FAPESP. As equipes de trabalho mistas terão um coordenador responsável, vinculado a uma instituição de ensino superior e pesquisa, com experiência comprovada no tema das propostas.

São dois grandes temas de interesse propostos na chamada pública para apresentação de projetos: processos de síntese de intermediários, monômeros e polímeros a partir de matérias-primas renováveis (açúcares, etanol, biomassa, glicerol e outros intermediários e subprodutos da cadeia produtiva de biocombustíveis); e pesquisas na área de materiais atribuindo aos "polímeros verdes" propriedades físico-químicas que permitam sua utilização em diferentes aplicações.

A seleção dos projetos será feita em duas fases. Na primeira o Comitê Gestor da Cooperação, formado por dois representantes da FAPESP e dois da Braskem, vai analisar as propostas entregues. Em seguida, o Comitê encaminhará as pré-selecionadas para a segunda fase, que é a de análise de mérito realizada de acordo com as normas usualmente adotadas pela FAPESP.

O financiamento de cada projeto será dividido entre a FAPESP e a Braskem, com porcentagens variando segundo o grau de inovação e risco tecnológico. Os direitos de propriedade intelectual eventualmente gerada pelos projetos serão definidos caso a caso pelas instituições envolvidas, podendo ou não ter a participação da FAPESP.

No âmbito do Programa PITE modalidade Convênio, a FAPESP já mantém acordos de cooperação científica e tecnológica com as empresas Microsoft Research, Dedini, Padtec, Telefônica, Oxiteno, Ci&T Software e DigitalAssets, Instituto Fleury, Imprimatur e Ouro Fino Saúde Animal. | Site: www.fapesp.br