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Folha da Cidade (Araraquara, SP) online

Convênio da Fapesp com o MIT contempla projeto de Araraquara

Publicado em 23 dezembro 2010

O Instituto de Química (IQ), Campus de Araraquara, e cientistas americanos farão um estudo para desenvolver sensores de gases tóxicos. O projeto é resultado de uma parceria entre a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos EUA.

A Chamada Fapesp-MIT, nome formal do edital de financiamento, foi publicada em maio de 2010 e recebeu candidaturas de pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior ou de pesquisa de todo o Estado de São Paulo. O resultado da seleção, divulgado em 17 de dezembro, indicou o projeto do IQ entre os quatro aprovados. Tanto a Fapesp como a instituição americana arcarão com as despesas para a realização da iniciativa - um orçamento de U$ 30 mil (cerca de R$ 50 mil).

A proposta da área de Engenharia de Materiais foi encaminhada pelo físico José Arana Varela, professor do IQ, e pelo engenheiro elétrico Harry Tuller, professor do MIT. Intitulada Avanços em óxidos semicondutores nanoestruturados para sensores de gás, a pesquisa permitirá que estudantes de doutorado e pós-doutorado da Unesp realizem estágios no MIT e que alunos da instituição americana também passem uma temporada na Universidade.

"Como o projeto prevê o intercâmbio de alunos, o ganho cultural é imensurável", diz Varela, que também é diretor executivo da Agência Unesp de Inovação (AUIN). "Ao trocar experiências com os colegas do MIT, nossos alunos poderão conhecer de perto o que é, de fato, um ambiente de inovação".

De acordo com Varela, a linha de pesquisa contemplada pela chamada é diretamente ligada ao controle ambiental. "Os esforços conjuntos deverão resultar num microdispositivo com a função de um sensor de gás", explica. O aparelho poderá ser empregado como item de segurança em laboratórios, indústrias ou mesmo em residências. Sua utilização permitiria a um fabricante de produtos químicos, como inseticidas, por exemplo, detectar com muito mais agilidade e segurança vazamentos que podem intoxicar ou causar explosões.

Com exceção da pesquisa da Unesp, as demais propostas aprovadas são da USP. Uma delas foi encaminhada pela Faculdade de Medicina do Câmpus de Ribeirão Preto; outra tem origem no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo; e a terceira foi feita pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade daquela universidade.