Notícia

Diário do Litoral (Santos, SP)

Contaminação por microlixo nas praias é alta

Publicado em 07 fevereiro 2020

Por Da redação

Após constatar que quase metade de todo o micro lixo recolhido nas praias de Santos em 2019 era plástico, o Instituto Mar Azul (IMA) segue aprofundando a investigação desse tema. Dados preliminares de um dos trabalhos conduzidos pela ONG e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já apontaram que as praias santistas atingem as mais altas categorias de contaminação por micro lixo.

O estudo Avaliação do micro lixo nas praias de Santos: uma iniciativa de Ciência Cidada' foi idealizado pelo Prof. Dr. Ítalo Braga de Castro, docente e pesquisador da universidade, e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

A pesquisa está investigando o tipo e a quantidade de micro e meso lixo nas praias que margeiam a Baía de Santos, nas quatro estações do ano. Por meio da parceria com o IMA, ela foi transformada no Projeto Ciência Cidada e começou a ser executada em maio de 2019.

Pioneira no Brasil, a iniciativa consiste na realização de campanhas de limpeza de praia a cada estação. Nessas ações, grupos de voluntários fazem coletas simultâneas em seis pontos da orla, nas praias de Santos e São Vicente. Para completar as quatro campanhas, falta apenas a do verão, marcada para o próximo dia 15. Mas, nas primeiras coletas, que aconteceram no outono e inverno, já foi possível observar que “ as praias não estão para banhistas ” no quesito micro lixo.

De acordo com os dados iniciais, a maioria das praias estudadas está classificada como suja ou muito suja Essas categorias correspondem ao topo do Coastal Cleaning Index (CCI), uma escala de cinco níveis adotada internacional,./ sema Nair DoLitoral Conclusão aparece em projeto do Instituto Mar Azule da Unifesp, que estuda praias de Santos e São Vicente mente para classificar zonas costeiras quanto aos impactos do lixo.

Os resultados do estudo serão divulgados em maio deste ano e também devem auxiliar o poder público na implementação de políticas eficazes no combate a esse problema, bem como outros números cedidos anualmente pelo Instituto. Além disso, na etapa de limpeza de praia, a finalidade também é envolver voluntariamente os cidadãos e entidades, estimulando a participação em atividades científicas. “ Brincamos que todos os cidadaos podem ser cientistas para que a sociedade entenda a importância das pesquisas na tomada de qualquer decisão.Queremos que cada voluntário se sinta parte do diagnóstico que a Unifesp está formulando, e possa atuar como agente da mudança ”, completa o diretor presidente da ONG, Hail ton Santos. (DL)