Notícia

Gazeta Mercantil

Consultor pede recursos para ampliar pesquisas

Publicado em 15 outubro 2007

A posição de vanguarda do Brasil na exploração de energias renováveis está ameaçada pelos investimentos em pesquisa nos países desenvolvidos. A avaliação é do consultor de Inovação Tecnológica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), João Furtado, ao participar na semana passada da 2ª Feira Internacional de Agroenergia, Biocombustíveis e Energias Renováveis (Enerbio), em Brasília.

Para o consultor da Fapesp, o Brasil precisa ampliar as pesquisas com fontes alternativas para se manter na liderança do setor e repetir a experiência do etanol, que, segundo ele, só se consolidou no País por causa do investimentos em inovações tecnológicas. "As aplicações nessa área precisam ser crescentes, caso contrário, os países que mais investem em pesquisa nos deixarão para trás".

Segundo o especialista, o Brasil precisa mobilizar autoridades, empresários e cientistas para assegurar a liderança nessa área. "É bom que seja assim porque as fontes de energia não-renováveis são esgotáveis, e em breve a produção do planeta não terá capacidade de atender a demanda", ressaltou.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, nos próximos 12 anos, 20% da matriz energética mundial será composta por fontes renováveis. No Brasil, esse índice será de 45%. A previsão foi apresentada pelo presidente da Enerbio, Ronaldo Knack.

Apesar dos números positivos para o País, Furtado avalia que a diferença em relação aos países desenvolvidos deve diminuir nos próximos anos. "Os Estados Unidos e o Japão estão mobilizando os melhores cientistas e destinando grandes volumes de recursos para avançar rapidamente no desenvolvimento de tecnologias na área de biocombustíveis", alertou o consultor.