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Gazeta de Ribeirão online

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Publicado em 03 outubro 2010

O número de bolsas de pós-graduação em Ribeirão Preto concedidas pelo Ministério da Educação (MEC) aumentou 56% em sete anos. No ano passado, foram 767 estudantes beneficiados. Em 2003, eram 489 bolsistas na cidade. Os dados são do MEC e refletem a opção dos novos profissionais pelo aperfeiçoamento e pelo estudo continuado após a graduação no ensino superior.

Para o especialista em educação José Marcelino de Rezende, o mestrado e até o doutorado se tornaram pré-requisitos quando o desejo do estudante é se tornar professor. "Sem a pós-graduação, até algumas escolas particulares recusam profissionais. E vale ressaltar que hoje trabalhar em uma universidade representa, para muitos, mais status do que trabalhar na educação básica", disse.

Segundo Rezende, o número de mestres e doutores no Brasil ainda é pequeno se comparado a outros países, mas o crescimento reflete o interesse cada vez maior da população pelo ensino superior. De acordo com a Fundação Seade, o número de matrículas em faculdades de Ribeirão Preto aumentou 71% em 10 anos (de 1997 a 2007). "Estudos mostram que os estudantes de pós-graduação são importantes para a produção do conhecimento", afirmou.

A carreira acadêmica como sonho desde criança foi o que motivou Eduardo Crevelin, 27 anos, a seguir nos estudos mesmo depois de terminar a faculdade de química. Após o mestrado, ele seguiu para o doutorado e pretende dar aulas no futuro. "Quando criança, assistia a programas do tema na TV. Na faculdade, comecei a fazer iniciação científica, gostei da pesquisa e segui esse caminho."

De acordo com Rezende, que também orienta projetos de mestrado e doutorado na UUSP-RP, o papel dos mestres e doutores na educação é contribuir com as gerações seguintes. "Para o ensino, quanto mais pessoas graduadas, melhor", disse.

O NÚMERO

767 ganharam com bolsas de pós-graduação em 2009 em RP.

Quem trabalha pode ter bolsa

As bolsas fornecidas pelos governos Federal e Estadual são fundamentais para o crescimento das matrículas nos cursos de pós-graduação das universidades. São dois modelos concedidos pelo País - por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) - e um pelo Estado -da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Neste ano, a União permitiu que o candidato trabalhe ao mesmo tempo em que estuda com a bolsa oferecida. Pela Fapesp isso ainda não é possível. Segundo o especialista em educação José Marcelino de Rezende, o ideal, porém, é a dedicação total à pesquisa. "Se o orientando conseguir a pesquisa em regime integral, será melhor para o trabalho."