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Conheça a NNX TECH-1000, inovação brasileira em nanotecnologia

Publicado em 25 agosto 2021

Parceira de grandes nomes do setor industrial, a empresa brasileira de nanotecnologia Nanox vem conquistando públicos em diversas áreas de produção com a sua tecnologia NNX TECH-1000, um antimicrobiano natural, a base de sílica e prata, que tem se mostrado versátil em diversos tipos de embalagem, especialmente as de plástico. Uma das parceiras da empresa é a Tramontina, que a utiliza em sua linha de cutelaria, com destaque para os cabos de plástico presentes em facas.

Segundo o fundador e diretor da empresa, Daniel Minozzi, a parceria surgiu em 2014. Na época, a Tramontina buscava uma tecnologia que possuísse certificados internacionais, como o da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA para exportação de seus produtos. Mas não apenas isso. A ferramenta também deveria agregar benefícios extras ao produto. No caso da NNX TECH-1000, isso veio pela sua característica de proteção antimicrobiana, incluindo a antiviral.

“O que levamos de novo aos produtos de cutelaria da Tramontina foi a proteção permanente contra diversos tipos de microrganismos, aumentando a longevidade e qualidade dos produtos, com o combate de bactérias, fungos e, até mesmo, vírus. A aceitação pela tecnologia nos produtos foi muito boa e um dos relatos que recebemos é de consumidores dizendo que o tempo de limpeza dos produtos também diminuiu”, explica.

Outra parceria que vem gerando bons resultados é com a Alpfilm, que começou em 2013. Neste caso, o uso da tecnologia foi aplicado em plástico-filme para embalagens de alimentos em especial aos in natura, como legumes e frutas que, se armazenados incorretamente, deterioram com rapidez pela ação de bactérias e fungos. O uso filme com a tecnologia permitiu uma qualidade e até uma longevidade maior dos alimentos do que em filmes de outras marcas e ainda evitou as contaminações cruzadas, por exemplo, na fase de armazenamento, tanto das prateleiras de supermercado como dos estoques das fábricas.

“Até aquele momento, as embalagens de filme que existiam eram muito parecidas. Com a nossa tecnologia, a empresa pode se destacar com esse diferencial de mercado, que é a barreira antimicrobiana e antiviral, que preserva por muito mais tempo os alimentos, tanto na fase industrial – por exemplo, em frigoríficos – como também para o consumidor final, em sua casa”, acrescenta.

Sustentabilidade como pilar

Esse aspecto tão buscado pelas empresas, da preservação, é também parte de um dos pilares da Nanox: a sustentabilidade. Aumentar a longevidade dos produtos pode afetar a cadeia de produção alimentícia desde o início. Isso porque, explica Minozzi, o uso de preservantes, como agrotóxicos, nos próprios alimentos pode levar a problemas de saúde, dependendo do produto.

“Se você consegue transferir essa proteção química para a embalagem, retirando-as dos alimentos, diretamente está beneficiando a saúde da população, mas também do meio ambiente já que, quando lavamos uma fruta ou um produto que tem conservantes e demais produtos químicos esses componentes podem ir para água e solo poluindo-os”, comenta.

Outra colaboração da NNX TECH-1000 é na diminuição do desperdício de alimentos, um problema global que tem ameaçado o futuro do planeta. Só no setor alimentício, os números são impressionantes: em 2019, foram 931 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados, cerca de 17% da produção total de alimentos do mundo foram para o lixo. Parte dessa safra se deve a má conservação, desde o armazenamento até o transporte e a chegada ao uso doméstico.

E a cadeia de benefícios para o meio ambiente não fica presa apenas no setor de alimentos. Ela também tem sido utilizada de maneira bem sucedida em outras áreas, como na indústria têxtil e de construção civil. Minozzi destaca, por exemplo, tintas imobiliárias que têm proteção antimicrobiana chegam a durar o dobro do tempo daquelas que não possuem o mesmo diferencial:

“A comparação é visível para o consumidor final: uma tinta com menos proteção, ou nenhuma proteção, rapidamente gera bolor e manchas pelos fungos. Algumas, precisam ser refeitas em menos de um ano. Mas hoje os produtos com esse diferencial têm longevidade de cinco anos ou mais. É uma economia para o consumidor final e menos produtos e químicos no planeta”, comenta.

No setor têxtil, a tecnologia tem diferencial para marcas de roupas como as de esportes e de nosso dia-a-dia, também por conta da proteção antimicrobiana. Isso porque, as bactérias presentes alimentadas por nosso suor tendem a deteriorar e exalar odores naqueles tecidos mais desprotegidos. Ter um antimicrobiano de longa duração para cuidados são só do usuário mas também dos tecidos é um dos benefícios mais perceptíveis para o consumidor final que sente, na pele (literalmente), a importância da tecnologia:

“É quase intuitivo para as pessoas: elas vão buscar as marcas não só que duram mais, mas que evitam aquele amarelamento do tecido ou pioram o cheiro do suor. E tudo isso é feito a partir da ação antimicrobiana, pois são as bactérias do próprio corpo que causam esse problema na roupa desprotegida”, explica.

A pandemia da Covid-19 mostrou à sociedade que a proteção antiviral tem sido fundamental nas ações para combater a proliferação do coronavírus e outros possíveis patógenos. O uso em materiais hospitalares tem sido especialmente importante e, literalmente, está salvando a vida de profissionais na linha de frente do enfrentamento à doença. A NNX TECH-1000 oferece proteção contra a Sars-CoV-2 no uso em materiais hospitalares facilitando sua assepsia e limpeza.

Sobre a Nanox

A Nanox Tecnologia é uma das principais empresas do mundo em produzir e comercializar antimicrobianos a partir de nanotecnologia. Está sediada em São Carlos/SP, onde conta com outra unidade focada em tecnologia para área médico-hospitalar. Em quase duas décadas evoluiu de Spin-off do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais da UFSCar (SP) para uma S/A. Fundadores, Gustavo Simões é o atual CEO e Daniel Minozzi, o CMO.

A empresa foi criada em 2004 a partir da ideia de encontrar uma tecnologia que reduzisse a carga antimicrobiana em materiais. Na época, os fundadores da empresa contaram com investimento inicial da Fapesp e começaram a trabalhar na incubadora Parqtec. Dois anos depois, com o investimento da Finep, órgão de incentivo à inovação do Governo Federal do Brasil e de mais um fundo, a empresa finalmente conseguiu desenvolver o seu produto final, que começou a ser utilizado primeiramente na área médica, mas se expandiu para outros setores, como a indústria de plástico e de bens de consumo.

Com cada vez mais apoio de acionistas e outros fundos, a Nanox cresceu. Em 2007, recebeu o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, um reconhecimento nacional em inovação. Atualmente, a empresa exporta para diversos países na Europa, na Ásia, além dos Estados Unidos e nações na América do Sul, como o Uruguai.

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