Notícia

Jornal da Unesp

Congresso terá mãos de mil trabalhos

Publicado em 01 outubro 1998

Há dez anos, o Congresso de Iniciação Científica reúne cerca de mil estudantes das áreas de Exatas. Humanas e Biológicas para apresentar à comunidade acadêmica da UNESP seus projetos de pesquisa. O evento, agora em sua décima edição, acontecerá em outubro nos câmpus de Rio Claro. Araraquara e Assis e contará com um aumento de 20% no número de trabalhos apresentados em relação ao encontro de 1997. Dos 1.248 resumos de projetos de pesquisa inscritos, 1.186 foram aprovados. Deste total, 300 são da área de Exatas, 420 da de Biológicas e 466 de Humanas. "Além do crescimento no número de trabalhos, houve um maior equilíbrio entre as pesquisas desenvolvidas nas três áreas do conhecimento", explica a professora Maria Aparecida Viggiani Bicudo, pró-reitora de Graduação e vice-presidente da Comissão Organizadora Central do evento. O Congresso será dividido em três fases. As pesquisas em Ciências Exatas serão apresentadas nos dias 5 e 9 de outubro em Rio Claro, com a conferência do professor Celestino Alves da Silva, da faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), câmpus de Marília. A abertura dos trabalhos em Ciências Biológicas, nos dias 15 e 16 no câmpus de Araraquara, ficaram por conta do reitor Antônio Manoel dos Santos Silva. Em Assis, a divulgação dos projetos científicos em Ciências Humanas acontecerão nos dias 22 e 23, com a palestra introdutória do professor Flávio Fava de Moraes, secretário de Estado da Ciência. Tecnologia e Desenvolvimento Econômico. Os alunos farão a exposição dos trabalhos em forma de painéis e de comunicações orais. SELEÇÃO RIGOROSA Todos os projetos de iniciação científica passam por uma seleção feita por vários comitês de pesquisadores da UNESP, seguindo normas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A primeira análise é realizada pela Comissão de Pesquisa da própria unidade, que verifica o mérito do trabalho. Se o projeto for aprovado, é então submetido ao crivo do Comitê Central, formado por 27 pesquisadores das três áreas do conhecimento. Cerca de 38% do total de pesquisas selecionadas no Congresso são de alunos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do CNPq, que tem, entre outros objetivos, estimular talentos em pesquisa ainda na graduação. Bolsistas de outras agências de fomento - como a Fundação de Amparo à Pesquisa de Estado de São Paulo (Fapesp), o Programa Especial de Treinamento (PET), ligado a Coordenarão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e o Programa de Apoio ao Estudante (PAE) da UNESP - também tiveram seus projetos selecionados para o Congresso. Para surpresa dos organizadores, quase 30% dos projetos aprovados são de alunos que não possuem bolsa. Na área de Biológicas, por exemplo, dos 420 trabalhos aceitos, 162 são de alunos sem financiamento, contra 148 do PIBIC. "Isso demonstra como os alunos da graduação estão interessados em aperfeiçoar a sua formação científica, independente da bolsa", explica a pró-reitora Maria Bicudo. PESQUISA Congresso de 1997: painéis de trabalhos