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Congresso precisa reconhecer a importância da propriedade intelectual para o Brasil, diz representante da Câmara Americana de Comércio

Publicado em 11 novembro 2008

Por Kacy Lin, Agência Indusnet Fiesp

Grande parte dos deputados e senadores brasileiros desconhece a importância de se defender a propriedade intelectual para o desenvolvimento do País

 

A constatação é de uma pesquisa do Ibope, encomendada pela U.S. Chamber e demonstrada nesta terça-feira (11) pela representante da Câmara Americana de Comércio, Solange Machado, durante seminário o “Promoção da inovação na era dos desafios globais”, na Fiesp.

Ao mesmo tempo em que a pesquisa mostra que o assunto ainda é limitado no Congresso brasileiro, mais de 85% dos senadores e deputados concordam: proteger a propriedade intelectual estimula novas descobertas e serve de estratégia de crescimento. Isso, além de beneficiar a saúde, atrair investimentos externos diretos e incentivar a inovação tecnológica.

O levantamento realizado com cem pessoas mostrou que somente 7% dos entrevistados conhecem bem o posicionamento do governo brasileiro em relação à propriedade intelectual nas discussões internacionais, 30% conhece pouco e 55% conhece mais ou menos.

“É preciso criar uma frente parlamentar para a propriedade intelectual e promover seminários e palestras explicando a relevância da defesa e valorização das nossas idéias para os congressistas”, afirmou o deputado federal Ney Lopes, debatedor no evento.

Patentes

Em sua exposição sobre “Patentes como motores do desenvolvimento”, o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Carlos Henrique de Brito Cruz, aproveitou para desmistificar a idéia de que patentes são coisas complicadas.

“Pode-se registrar qualquer inovação. Precisamos entender que não são necessariamente científicos, pode ser simplesmente um yo-yo que gira diferente dos outros”, explicou Brito Cruz, exibindo o exemplo de um americano que patenteou o brinquedo.

O diretor também ressaltou a falta de participação das indústrias brasileiras nos estudos e patentes. “Em outros países é comum ver mais registros feitos de idéias no âmbito profissional do que nas universidades. Os empresários precisam saber das vantagens de se investir em novas tecnologias no País”, completou.

Participaram do seminário o diretor-titular do Derex, Eduardo Ribeiro; vice-presidente de propriedade intelectual da U.S. Chamber, Mark Esper; o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), Jorge Ávila; o conselheiro da Amcham–SP, Geraldo Barbosa; o diretor do Decomtec, Olívio Ávila; o diretor da Merck Sharp & Dhome, João Sanchez; o diretor da Philips, Walter Duran; e o presidente da Interfarma, Jorge Raimundo Filho.