Notícia

Seminário de Semiótica da Unesp

Conferência com Juliana Di Fiori Pondian - 19/11

Publicado em 26 outubro 2020

Por Carolina M. de Castro

No próximo dia 19/11, quinta-feira, às 14h30, teremos a conferência "Da letra ao livro: Uma abordagem grafemática", de Juliana Di Fiori Pondian (USP/Fapesp), no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e as inscrições aqui.

Segue o resumo de nossa conferência e a biografia de Juliana Di Fiori Pondian:

RESUMO:

DA LETRA AO LIVRO: UMA ABORDAGEM GRAFEMÁTICA

Na tradição dos estudos linguísticos, a língua escrita foi por muito tempo considerada mero sistema de representação da língua falada. No entanto, diversos objetos semióticos, sobretudo a literatura produzida desde o início do século XX (vanguardas, concretismo, espacialismo, poema/processo, etc.), vêm a todo momento desafiar esse princípio, tornando esse “sistema de representação” o próprio objeto e objetivo da composição, investindo significado na língua escrita via disposição na página, tipografia, entre outros recursos gráficos.

Diante desse panorama, discutiremos o estatuto da língua escrita no campo da linguística estrutural e da semiótica a fim de estabelecer princípios e unidades operatórias para seu estudo no âmbito de uma Teoria Grafemática. O estabelecimento dessas bases visa ao estudo do plano da expressão gráfico, a fim de abordar textos em que a materialidade da língua escrita participa ativamente na construção do sentido, desde a exploração da letra em si mesma até os modos de composição visual da página e a própria materialidade do livro enquanto objeto.

MINIBIO

Juliana Di Fiori Pondian é pesquisadora nas áreas de linguística, semiótica, tradução, poesia e literatura, com diversas publicações, cursando atualmente pós-doutorado no Departamento de Letras Modernas da Universidade de São Paulo. Tradutora de línguas clássicas e modernas, publicou em parceria com Daniel Miranda a primeira tradução brasileira do KamaSutra direta do sânscrito; e se dedica hoje à compilação de uma antologia de poesia visual, desde a antiguidade aos dias atuais, traduzida em português. Em 2018, fundou a Syrinx – Biblioteca de Invenção, editora voltada unicamente à publicação da tradução-arte, onde coordena diversos projetos associando o processo editorial à tradução da literatura experimental.