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Conexão digital entre Europa e AL é prorrogada

Publicado em 19 janeiro 2006

Agência Fapesp
Representantes da União Européia anunciaram em Cambridge, na Inglaterra, a extensão do financiamento dos projetos Alice (América Latina Interconectada com a Europa) e Eumedconnect.
Com isso, a ligação de alta velocidade entre a América Latina e a Europa, que deveria acabar em maio de 2006, está garantida por mais 12 meses. O mesmo vale para o link que funciona entre os países do norte da África e o continente europeu. Essa ligação vai funcionar até julho do próximo ano.
O projeto Alice, criado pela União Européia em junho de 2003, previa um investimento de 12,5 milhões de euros na manutenção da Rede Clara (Cooperação Latino-Americana de Redes Avançadas) durante os três primeiros anos. A conexão com a rede avançada pan-européia Géant, feita com um link de 622 Mbps, também é mantida por esses recursos. O Brasil, por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisas, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, é um dos países interligados pelo projeto.
Apesar de ser formada por 18 membros, até agora apenas dez países latino-americanos já estão interligados. A lista, ordenada pelo tempo de início da conexão, é a seguinte: Chile, Brasil, Venezuela, México, Argentina, Peru, Uruguai, Costa Rica, Guatemala e El Salvador. A Rede Clara também tem uma ligação física com os Estados Unidos.
Geograficamente, o enlace com a Europa é feito a partir de São Paulo. Além da maior metrópole brasileira, Santiago (Chile), Cidade do Panamá, Tijuana (México) e Buenos Aires (Argentina) participam do anel principal da Rede Clara. Esse consórcio latino-americano, pelo contrato assinado em 2003, investirá 3,12 milhões de euros até maio na infra-estrutura da rede.
Em seus primeiros anos de funcionamento, a ligação digital entre América Latina e Europa ajudou no desenvolvimento de várias cooperações científicas. Na área médica ficou mais fácil a realização de telediagnósticos e a prescrição remota de tratamentos.
Equipes de astrônomos dos dois lados do Atlântico também conseguiram trabalhar mais em conjunto por causa da ligação digital em alta velocidade financiada pela União Européia. Vários telescópios importantes para a comunidade internacional estão instalados nos Andes, em território chileno. E esses dados, gerados na América do Sul, são de interesse dos grupos europeus.