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Revista GTD

Concorrência na tecnologia de produção da etanol

Publicado em 01 janeiro 2007

A dependência e o alto custo do petróleo têm estimulado grandes empresas petrolíferas chinesas a investirem em fontes de energia renovável e biocombustíveis. A Companhia Nacional de Petróleo da China (CNPC) assinou, no início de novembro de 2006, um acordo com o governo da província de Sichuan, que prevê a geração de 600 mil toneladas de etanol a partir de batata doce e 100 mil toneladas extraídas de sementes de pinhão.

De acordo com o professor de núcleo interdisciplinar de planejamento energético da Universidade de Campinas (IUnicamp), Isaías Macedo, no Brasil, o etanol ainda é extraído da cana-de-açúcar, pois este é um dos sistemas com custo de produção mais baixos do mundo. Em contrapartida, o País corre o risco de perder a liderança na tecnologia da produção do etanol e da geração de energia. O alerta foi dado no último mês de janeiro de 2007 pelo diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique Brito Cruz.

Em palestra no I Seminário de Inovação e Empresa, promovido pela Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil, Brito Cruz destacou que as pesquisas nacionais nesse campo estão paralisadas, enquanto que nos Estados Unidos, Japão e China estão avançando rapidamente no desenvolvimento da hidrólise enzimática, sistema que em princípio permite extrair da biomassa não só combustíveis líquidos, como o álcool, mas também alguns semelhantes aos derivados de petróleo, como solventes, plásticos biodegradáveis, corantes, defensivos agrícolas, entre outros.