Notícia

Correio Popular

Comunidade reage com tranqüilidade

Publicado em 12 novembro 2004

A reação da comunidade acadêmica à indicação de Carlos Henrique de Brito Cruz para a Diretoria Cientifica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) está sendo de tranqüilidade. Com um orçamento para 2005 de R$ 488 milhões destinados a fomentar a pesquisa científica, a Fapesp é hoje o mais importante agente de fomento paulista. Desde setembro, quando o Conselho Universitário chegou a discutir a candidatura baseado na importância de ter um professor da Unicamp nessa posição chave no sistema de ciência e tecnologia paulista, a saída de Brito Cruz da reitoria da universidade já era esperada. A Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp) não tem e nem vai tomar uma posição em relação a renúncia de Brito. "Só consideramos fundamental que se garanta um processo sucessório democrático na Unicamp, dentro das normas habituais", afirmou a presidente da entidade, Maria Aparecida Affonso Moysés. Já o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) também - defende a necessidade de eleições democráticas para a sucessão. Para o sindicato, no entanto, a ida de Brito para a Fapesp seria uma espécie de "saída honrosa do desgaste sofrido durante a greve das universidades", conforme o diretor sindical João Batista de Moraes - Moreira. Para o sindicalista, Brito Cruz saiu "bastante arranhado da greve dentro do Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo (Cruesp). Ir para a Fapesp é uma saída honrosa dessa situação", afirmou. Mas o fato é que, com a ida de Brito Cruz para a Diretoria Cientifica, será a primeira vez que a Unicamp estará representada nessa função, tradicionalmente ocupada por docentes da Universidade de São Paulo (USP). Ele vai suceder José Fernando Pérez, que colocou o cargo à disposição para trabalhar na iniciativa privada. Pérez pretende abrir uma empresa, no início do ano que vem, para atuar na criação de outras empresas de base tecnológica. Pérez tem mandato na Fapesp até agosto, e permanecerá no cargo até que seu sucessor esteja em condições de assumir. (MTC/AAN)